[[legacy_image_185605]] A Prefeitura de Santos aplicou um total de 1.234 multas por não utilização da máscara facial durante o período em que o item era obrigatório na cidade. A Administração afirmou que o valor total das multas está em fase de apuração. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Em Santos, o uso de máscaras se tornou obrigatório em 1° de maio de 2020, conforme o decreto 8.944. O munícipe flagrado sem o item poderia ser multado em R\$ 100. Já para lojas e empresas, a infração poderia chegar a R\$ 3 mil. Em março do ano passado, a Prefeitura aumentou o valor da multa de R\$ 100 para R\$ 300. Nos casos em que a pessoa for flagrada sem máscara, em ambiente de aglomeração, a multa sobe para R\$ 600. A infração nos estabelecimentos se manteve em R\$ 3 mil. Não se sabe até o momento o valor total referido das multas. De acordo com a Prefeitura, esse processo administrativo está sendo feito por diversos órgãos financeiros, a fim de constatar a exatidão dessa receita. "O Poder Público tem o prazo de cinco anos para realizar a cobrança dessas multas administrativas, observando o preenchimento de todos os requisitos procedimentais legais de exigência de receitas não tributárias", afirmou em nota. No LegislativoO assunto relativo às multas pela obrigatoriedade do uso de máscara deverá ser tema de votação na Câmara de Santos nesta terça-feira (21). O projeto de lei complementar do vereador Fábio Duarte (PSDB) visa perdoar as multas aplicadas em 2020 e em 2021 para pessoas e estabelecimentos que descumpriram o decreto municipal. Na primeira votação, a proposta foi aprovada sem declaração aberta de voto. Dois vereadores, porém, pediram à Mesa Diretora que registrasse sua posição contrária: Débora Camilo (PSOL) e Francisco Nogueira (PT). Fábio Duarte justificou, no projeto, que a imposição de multas prevista no Decreto 8.944, de 2020, foi uma “injustiça” com “munícipes e comerciantes já tão negativamente impactados em sua capacidade financeira, em razão das restrições impostas ao funcionamento do comércio”. Polêmica nacionalUm dos punidos foi o desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) Eduardo Siqueira. Em julho de 2020, ele foi abordado por dois guardas municipais por não utilizar a máscara enquanto caminhava pela orla da praia. O magistrado ficou revoltado com a situação, rasgou a multa e afirmou que um dos agentes era “analfabeto”. A ação foi filmada pelo servidores e repercutiu em todo o País. Posteriormente, ele pediu desculpas aos guardas.