[[legacy_image_319265]] O secretário de Desenvolvimento Urbano de Santos, Glaucus Farinello, disse que todos os imóveis históricos das regiões que fazem parte do Alegra Centro — Centro, Paquetá, Valongo, Chinês, Vila Mathias e Vila Nova — foram vistoriados, fotografados e catalogados. Assim, ganharam observações do que pode ou não ser alterado. E, por meio dessa pesquisa, foram estabelecidos os novos critérios de Níveis de Proteção (NPs; veja quadro). Em data não informada, outro decreto será editado, com cerca de 800 lançamentos imobiliários. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Foram estabelecidos três NPs, cada um dividido em duas categorias, para encerrar confusões em relação ao que pode ou não ser feito nas propriedades situadas na área central de Santos. O objetivo dessa transparência é dar mais liberdade ao proprietário e, ao mesmo tempo, garantir a preservação da região. ObjetivosPara o NP1, o intuito é garantir a preservação histórica com toda a região. O NP2 visa a proteção da paisagem, respeitando também a paleta cromática (relação de cores) do conjunto de imóveis do entorno. O NP3 permite uma arquitetura livre, porém, na categoria A, deve-se preservar a altura do imóvel, enquanto na categoria B é permitida a construção vertical. De acordo com o secretário, a região passou por um amplo estudo da Prefeitura, e a proposta para cada empreendimento será analisada antes da possível aprovação. “O Centro de Santos representa vários momentos da arquitetura e da economia. Nós temos a arquitetura colonial, do auge do café, modernista. Então, temos um mix de estilos arquitetônicos. Que a gente tenha novos empreendimentos compondo essa paisagem com o devido cuidado e aprovações do Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Santos (Condepasa) e do Alegra Centro”, reforça. [[legacy_image_319266]] DesenvolvimentoConforme o chefe do Escritório Técnico do Alegra Centro, Ricardo Martins da Silva, a necessidade de flexibilizar o programa se deu também pelo desenvolvimento de Santos. “Em 2003, quando foi criada a lei, o Alegra Centro era mais voltado para a preservação do patrimônio, mas os critérios eram muito rígidos e atrapalhou adaptar alguns imóveis no Centro, como fazer uma vitrine. Hoje, nós conseguimos separar os níveis de proteção de paisagem e individual. Imóveis com significância arquitetônica nós deixamos numa condição mais restritiva, enquanto os de paisagem nós conseguimos flexibilizar”, explica Martins. [[legacy_image_319267]] BenefíciosPara estimular a restauração dos imóveis protegidos, dos tombados e garantir a renovação urbana e habitação social, proprietários dos imóveis ou construtoras terão direito a benefícios econômicos. “Na região do Centro, há isenção de ISS (Imposto sobre Serviços) para várias atividades, alíquota mínima de 2%, taxas de obras diferenciadas. Mais especificamente para habitação, não há cobrança do ITBI para quem vai empreender e, por três anos, o construtor não paga o IPTU. O comprador ou morador também não paga ITBI e IPTU por cinco anos, além de uma série de incentivos urbanísticos”, diz Farinello.