[[legacy_image_150310]] Incluído no pacote de obras a serem executadas com a desestatização da gestão do Porto de Santos, o anteprojeto do túnel para ligar as zonas Leste e Noroeste da cidade passará por atualizações técnicas na Prefeitura. A obra não tem prazo para início nem conclusão. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O anúncio da construção foi feito pelo ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, na quinta-feira (10), atendendo a um pedido feito pelo prefeito Rogério Santos (PSDB) em novembro passado. “O ministro (Freitas) solicitou que nós avançássemos na atualização do anteprojeto, no prazo de 60 dias, para entregar ao ministério e eles terem uma base para inserir no chamamento (para a privatização da administração portuária)”, explicou o prefeito. Ele disse que deverá ter uma reunião no ministério, em data não definida. O chefe do Executivo também relatou que a execução da obra custará aproximadamente R\$ 485 milhões. Esse valor se baseia em um anteprojeto entregue ao Governo Federal em 2014, quando a então presidente Dilma Rousseff (PT) anunciou repasse de verba para a obra — suspenso em 2017 — em meio a investimentos de mobilidade urbana. “A maior dificuldade para fazer uma obra de infraestrutura no Brasil é, justamente, o recurso. Colocamos como previsão um valor aproximado e enxugamos o projeto, para que seja feita essa ligação.” Ainda sem certezas sobre o prazo para o início das obras, Rogério Santos garantiu aos moradores que o túnel sairá do papel, pois se tornará obrigação ao vencedor do leilão que privatizará o controle do maior complexo portuário do País, previsto para novembro. Contrapartida“A oportunidade da desestatização do Porto de Santos está, justamente, nas contrapartidas”, enfatizou o prefeito, afirmando que, além do túnel, também reivindicou a construção de uma alça viária de saída da Alemoa. Rogério Santos declarou que teve nova conversa com Tarcísio de Freitas ontem, quando recebeu resposta sobre a manutenção de empregos a trabalhadores portuário avulso e a permanência do cais público. “(O ministro) Colocou as equipes técnicas do ministério para achar uma solução.” De acordo com o prefeito, o objetivo é usar recursos da iniciativa privada para concretizar a obra, que, segundo ele, favorecerá toda a Região Metropolitana da Baixada. [[legacy_image_150311]] DetalhesSerão dois túneis, com extensão de 1.352 metros (cerca de 1,3 quilômetro) cada. As ligações serão feitas mediante a perfuração do morro no trecho entre a Rua Dom Duarte Leopoldo Silva (no Marapé, na Zona Leste) e a Avenida Divisória (na Zona Noroeste e na divisa com São Vicente). “A estratégia é usar vias expressas tanto na cidade de Santos quanto na de São Vicente, para que não haja impactos negativos nos bairros por onde passar.” Com sistemas de ventilação, iluminação e câmeras, os túneis terão três faixas de rolamento, das quais uma exclusiva para ônibus, e espaço para pedestres e ciclistas. Nova entradaDe acordo com o prefeito, a obra proporciona uma nova opção de entrada da Cidade. “É mais uma alternativa, diminui congestionamento, facilita a vinda de turistas e é uma questão, também, de segurança”, ressaltou. Ele citou o incêndio na Ultracargo, em 2015, que travou a entrada de Santos. “Temos hoje três entradas básicas: pela Anchieta, pela avenida da praia e através da balsa (entre Santos e Guarujá). Com a nova entrada, a gente tem mais uma opção para nossa Cidade, que está em uma ilha (a de São Vicente)”. Para o prefeito, a obra consistirá em uma “ligação histórica” entre as zonas Noroeste e Leste. “É um benefício de integração da Cidade como um todo. Isso vai trazer desenvolvimento social e econômico para toda a região, inclusive dos morros”.