Números da dengue estão em queda: ações de combate justificam baixa em Santos (Vanessa Rodrigues/ AT) Santos adota uma nova estratégia no combate ao mosquito Aedes aegypti. A cidade da Baixada Santista, no litoral de São Paulo, começou a usar nesta sexta-feira (19) um larvicida que regula o crescimento e impede o desenvolvimento das larvas até a fase adulta. A ferramenta, em formato de disco, será adotada inicialmente em imóveis especiais, que recebem grande concentração de pessoas, como escolas. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! De acordo com a diretora de Vigilância em Saúde de Santos, Ana Paula Valeiras, o larvicida pode ser aplicado em reservatórios de água com capacidade entre 40 e 500 litros, e seus efeitos duram por até seis meses. “É uma tecnologia que utilizaremos especialmente em locais de difícil acesso, onde não temos facilidade para realizar vistorias”, explica. Valeiras esclarece que o dispositivo não mata as larvas imediatamente. “Essa larva não passa por um novo processo de evolução após a fase de pupa, que é o último estágio antes de ela se transformar no mosquito”. Ainda segundo a diretora, a aplicação do larvicida não torna a água imprópria para consumo humano. Inicialmente, mil unidades do dispositivo serão aplicadas em caráter experimental. Dengue em queda Dados da Prefeitura apontam queda no número de casos de dengue no primeiro semestre deste ano em comparação com o período, em 2025. Ano passado, Santos contabilizou 4.062 casos da doença. Neste ano, foram 450 registros. Valeiras atribui a redução às ações adotadas pela Secretaria de Saúde, como mutirões, nebulizações e as 461 armadilhas espalhadas pelo Município. “As armadilhas nos dão indicadores de onde há maior infestação de mosquitos. A partir disso, direcionamos as ações”. Outra tecnologia destacada pela diretora é um drone pulverizador, adquirido em março deste ano. “Com o drone, conseguimos não só visualizar áreas de difícil acesso, como também aplicar inseticida e larvicida nesses locais”.