[[legacy_image_281529]] Keylla Proença Pedretti, de 22 anos, moradora do bairro Aparecida, em Santos, está a um passo de se tornar uma universitária na Europa. Ela passou em 4º lugar na Faculdade de Farmácia do Porto (FFUP), em Portugal. Mas, apesar da conquista, enfrenta alguns desafios, como o tratamento de uma doença rara chamada Hidradenite Supurativa (leia detalhes mais abaixo) e o levantamento de recursos para custear os estudos em um novo País. Keylla conta à Reportagem que sempre foi uma aluna aplicada. Mas, entre os 16 e 17 anos, quando estava no segundo ano do ensino médio, ela desistiu dos estudos. “Eu estudava no ensino médio, um técnico e aulas de alemão. Não aguentei o ritmo e tive um colapso”. Mas foi em 2022 que ela voltou aos estudos, se dedicando ao máximo para recuperar o tempo perdido com a Educação de Jovens e Adultos (EJA). “Isso foi muito bom para mim, porque eu precisei me cobrar em relação aos meus estudos”. Nesse mesmo ano ela prestou o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A estudante ainda conta que o sistema de notas de Portugal era diferente e contava com a nota do Enem mais as notas do histórico escolar. “Então eu precisava me dedicar. Em janeiro desse ano saiu minha nota do exame, e eu arrisquei”, conta. Com o resultado, ela também se inscreveu em uma universidade de Jundiaí (SP). “Eu passei em primeiro lugar. Mas fiquei em um dilema, porque essa é uma boa faculdade, só que não era o que o meu coração queria”, diz Keylla, que continuou esperando o resultado FFUP. [[legacy_image_281530]] DesafiosEntre os desafios de realizar seus sonhos, Keylla conta que recebeu o diagnóstico de Hidradenite Supurativa, uma doença rara que causa inflamação nos folículos responsáveis pelo crescimento de pelos em nosso corpo. A doença, que causa feridas dolorosas na pele, atinge cerca de 1% da população. Após anos investigando o que poderia ser, foi junto com a iniciativa de tentar a faculdade no exterior, que o diagnóstico veio. E, além disso, quando ela achou o tratamento adequado, foi que o resultado de que ela havia sido aprovada na FFUP saiu. “Foi um baque, porque eu tinha acabado de começar o novo tratamento. Era algo completamente novo e eu estava bem debilitada, porque o nosso corpo demora para acompanhar o processo do tratamento”, relata. E aí começou um novo desafio, conciliar o tratamento com a organização de toda a documentação para a realização de seu sonho. A família, que ficou orgulhosa, mas receosa, não foi um impedimento para que ela dissesse sim. Enfrentando as dificuldades e os medos, Keylla se lançou para o seu sonho. E, hoje, busca recursos para se manter - ao menos nos primeiros meses no novo País - e conseguir dar andamento aos seus estudos. Para isso, levantou uma vakinha on-line, que está circulando nas redes sociais. Clique aqui e confira. Ela sonha em se tornar farmacêutica forense, mas não descarta a ideia de estudar e buscar informações para o tratamento de pessoas que compartilham da mesma doença que ela. “Quando você começa a ver tudo o que você sempre sonhou se tornando realidade é surpreendente. É muito gratificante”, conclui.