[[legacy_image_336203]] A luta pela vida tem dado o tom no cotidiano da bancária Thandara Soares Queiroz, de 35 anos. Mãe do pequena Marina, de 1 ano, e de Miguel, 10, ela conviveu durante a gestação com o diagnóstico de câncer colorretal. Após sessões de quimio e radioterapia, se viu diante da necessidade de uma cirurgia. Sem dinheiro para bancar o procedimento, abriu uma vaquinha virtual e conseguiu arrecadar o valor total em apenas uma semana. Agora, conta os dias para a intervenção cirúrgica para a retirada linfonódulos na região pélvica por meio de uma tecnologia robótica. Para ela, é a vitória da vida. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! “Eu sempre fui temente à Deus na minha vida, mas sem dúvida, ao passar por isso, me fez enxergar tudo de uma outra forma - e a minha fé aumentada”, raciocina Thandara, que vai ser operada no dia 27 de fevereiro. Segundo ela, a grande vantagem do método empregado na cirurgia, que não possui cobertura pelo plano de saúde, é ser uma técnica mais avançada, menos invasiva para o paciente e mais precisa, porque é uma região que existe muitos vasos sanguíneos. “Posso correr o risco de ficar com linfodema, uma perna inchada somente do lado esquerdo. Então, essa é uma cirurgia muito delicada”, aponta. A caminhadaO drama de Thandara começou em junho do ano passado, quando descobriu que estava com câncer no reto. “Inicialmente, achei que fosse hemorroidas e, como tinha acabado de ter minha bebê, para mim seria algo comum. Mas fui procurar um médico e, por meio de uma biópsia, descobri que eu estava com um carcinoma grau 3, que já atingia tanto a região anal, quanto os linfonódulos”. O tratamento foi inicialmente coberto pelo plano de saúde, e realizado no Hospital A.C. Camargo, na Capital, uma referência nos casos de câncer. “Eu fiz quimio e radioterapia num processo bem doloroso pra mim. Não conseguia sentar direito e tinha episódios de sangramento”, relata. Após seis meses, ainda existem linfonódulos. Por isso, foi constatada a necessidade de retirada por meio de uma linfodectomia, acompanhada da missão de arrecadar R\$ 30 mil para viabilizá-la. Conseguiu todo o recurso em sete dias, o que fez a bancária repensar tudo o que viveu nesse período. 'Agora, vai ser o tempo da colheita', acredita. “Eu e meu esposo não somos de daqui. Tive que desmamar minha filha por conta da quimioterapia. Foram muitos desafios, ao longo de todo esta luta. Eu descobri que estava com câncer quando minha filha estava com cinco meses. Hoje, graças a Deus, a pior parte já passou. Agora, vou enfrentar uma cirurgia, mais Deus está comigo sempre”, conclui.