Conversão do imóvel em escola militar não é dada como certa; provedor crê em solução em até três semanas (Vanessa Rodrigues/AT) Foi rescindido nesta sexta-feira (31) o contrato de locação do imóvel do Instituto Dona Escolástica Rosa, de frente para a Praia da Aparecida, em Santos, entre a Irmandade Santa Casa de Misericórdia e o Núcleo de Pesquisa e Estudo em Chondrichthyes (Nupec). A informação é do provedor da Santa Casa, Ariovaldo Feliciano, em entrevista concedida ontem à noite para A Tribuna. A decisão ocorreu após reunião, à tarde, mas não se confirmou se mesmo se abrigará um colégio militar, como aventado nesta semana (leia adiante). “Houve uma decisão muito amigável, o (Manoel) Gonzalez (diretor-presidente do Nupec) é meu amigo, e a Santa Casa e ele se compuseram e rescindiram o contrato de comum acordo. O projeto que ele queria fazer não deu certo. Praticamente, ele desistiu há mais de um ano, que aquilo estava parado. E a Santa Casa resolveu rescindir com ele para tentar uma outra coisa”, afirma. “Fizemos uma rescisão amigável, consensual, do contrato”, confirmou, depois, Manoel Gonzalez. O que haveria O acordo, agora quebrado, entre Santa Casa e Nupec foi firmado em 2021, válido por 15 anos, prorrogáveis por igual período. Previa-se investimento de R\$ 50 milhões em um museu cultural e educacional, com cursos de capacitação em arqueologia, restauro patrimonial e meio ambiente. O dinheiro seria captado de empresas que aderissem a programas de incentivos fiscais, como a Lei Rouanet — da qual se obteve autorização para buscar R\$ 33 milhões, conforme o diretor-presidente. Gonzalez lamentou a falta de apoios político e empresarial à iniciativa. “O Nupec está procurando um local no Centro de Santos para desenvolver tudo o que seria desenvolvido no Escolástica Rosa.” Possibilidade O provedor da Santa Casa negou estar previsto que o espaço do Escolástica Rosa seja transformado em escola militar, ou um centro de ensino da Polícia Militar, de níveis Fundamental e Médio. A possibilidade foi aventada na terça-feira. Nesse dia, a deputada federal Rosana Valle (PL) foi a São Paulo com Feliciano, onde se reuniram com e o secretário estadual de Segurança Pública, Guilherme Derrite, para abordar o tema. “Isso depende da aprovação do Conselho da Santa Casa e depende da aprovação do governador do Estado de São Paulo (Tarcísio de Freitas, Republicanos). Está muito cru. (...) Até agora, não tem confirmação dos conselhos da Santa Casa, do provedor. E do Governo, agora”. Feliciano crê em solução em duas ou três semanas. “Eu vou estudar direitinho e dizer se eu estou de acordo, depois de consultar meus pares do Deliberativo e do Conselho Geral. O provedor da Santa Casa, que sou eu, precisa aprovar também.”