[[legacy_image_84582]] Com o avanço da vacinação, os profissionais da saúde passam a ficar cada vez mais esperançosos no combate à covid-19. O resultado da proteção tem refletido cada dia mais na queda do número de óbitos e leitos de UTI. Reflexo esse que já tem se manifestado na Santa Casa de Santos, por exemplo, que não registrou óbitos por covid-19 no último boletim, divulgado nesta segunda-feira (26). Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Para o cardiologista e coordenador médico da Santa Casa de Santos, Philipe Rachas Saccab, a redução no número de internações e mortes tem dado ânimo, principalmente, para os profissionais que atuam contra a doença. "Com o avanço da vacinação, houve uma queda sensível do numero de internações e novas internações também. Isso vem reduzindo paulatinamente os leitos de UTI e enfermaria covid, além de trazer um alívio pra gente que está na linha de frente, para termos força, saber que nós estamos vendo uma luz no fim do túnel". Apesar da queda nas taxas, ele afirma que ainda existe um longo caminho no combate ao coronavírus, pois esse registro não acontece todos os dias, e que as pessoas precisam continuar se conscientizando que a vacinação é a melhor saída no momento. "Nossa missão social é conscientizar todo mundo que tem que tomar a vacina, que as vacinas são boas. Todas as vacinas que estão sendo oferecidas pelo governo são boas e que nós temos que tomar a vacina o mais rápido possível quando chegar a nossa vez". O cardiologista também reforça que ser imunizado não é garantia de que alguém não possa pegar a doença, mas sim de que o caso não evolua para condições mais graves. Essa não é a primeira vez que a Santa Casa divulga um boletim sem óbitos por covid-19 [foram seis neste mês], mas cada queda tem sido motivo de 'comemoração' para os profissionais da área. O reflexo da vacinação também reflete no cenário geral da cidade. Em Santos, a média móvel de mortes caiu 20, 93% em 14 dias. Foram registrados 34 óbitos até o último domingo, contra 43 até o dia 11 de junho. Em relação aos pacientes que entram em óbito, Saccab diz que é possível "contar nos dedos" os que faleceram estando vacinados e que é preciso confiar na ciência. "Acho que a gente precisa deixar claro que é preciso ter fé na ciência e que a solução é a vacina. Nada, à princípio, é tão eficaz quanto a vacina. Óbvio que a máscara e álcool em gel ajudam muito, mas a palavra é vacina!".