Equipamento está em novo ponto do hospital, com percurso facilitado e mais seguro para frequentadores (Vanessa Rodrigues/AT) A Santa Casa de Santos duplicará a capacidade de atendimento e armazenamento com a inauguração das novas instalações do Banco de Sangue, ocorridas na sexta-feira (5). O complexo fica atrás do Pronto-Socorro de Convênios e Particulares e deve oferecer mais acessibilidade e proteção contra doenças a pacientes e doadores. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! O banco abastece as nove cidades da Baixada Santista, e a metade dos atendimentos é pelo SUS. O hospital também faz procedimentos de alta complexidade, como cirurgias cardíacas, neurológicas e pediátricas, diz o diretor técnico da Santa Casa, Alex Macedo. Com cerca de 540 metros quadrados (m2), o completo oferece transfusão de sangue, sangria terapêutica — método em que se retira sangue para tratar ou aliviar sintomas de doenças — e atendimentos a pacientes particulares, conveniados e do SUS. Por exemplo, agendamento de exames, curativos e hormionoterapia. “É um local mais adequado, modernizado, uma área extrahospitalar (onde não há internações)”, explica Macedo. “Hoje, essa estrutura fica fora do hospital. Tem o estacionamento na frente, é mais cômodo e prático para o doador.” O processo de doar sangue costuma durar, em média, 15 minutos. O doador preenche um cadastro com dados pessoais, ocorre a captação do sangue e, por fim, é oferecido um lanche a quem doa, para que se recupere do procedimento. Com o novo espaço, esse percurso deve ficar ainda mais seguro. Separar o Banco de Sangue do hospital diminui a exposição do doador a doenças de pacientes tratadas na instituição e reduz a circulação de pessoas dentro da Santa Casa. “Quanto mais gente circulando dentro do hospital, mais sujeira, mais substâncias particulares. O ideal é só vir ao hospital e circular dentro dele quem realmente precisa: corpo de assistência e corpo de pacientes que necessitam estar ali.” Estoque reserva O hospital espera atrair mais doadores de sangue. Como a unidade atende toda a Baixada, é essencial garantir uma reserva de bolsas para outras cidades e para épocas de mais movimento, como feriados e temporada. Segundo Alex Macedo, o Banco de Sangue vive uma situação confortável, porém muito dinâmica. O cenário pode mudar em questão de dias. Portanto, a equipe busca “manter um controle do que a gente tem hoje e considerar a demanda. (...) Um acidente ou um baleado pode, em duas horas, consumir muito do estoque”. Para manter reserva confortável, é necessário ter de 80 a 120 doadores diários.