[[legacy_image_307732]] Dois saguis ameaçados de extinção são os mais novos moradores do Orquidário de Santos. Chamados de Zeus e Zion, eles chegaram à cidade há pouco mais de 10 dias e, de acordo com a prefeitura, prometem ser bem conhecidos na área do José Menino. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Eles são da espécie saguis-da-serra-escuro e nasceram em cativeiro. Nativos da Mata Atlântica, são uma das 25 espécies de primatas mais ameaçadas de extinção no mundo, e chegaram ao município este mês, por meio de um programa nacional de reprodução em cativeiro do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). O Orquidário se candidatou para fazer parte do programa e foi aceito para receber esses dois indivíduos machos. “Fomos escolhidos justamente por já termos experiência em outras espécies de primatas, por sermos referência na região e pela equipe técnica”, afirma a bióloga do parque, Ana Beatriz Alarcon Comelli. AnimaisZeus tem 4 anos e Zion, 3. A espécie costuma viver 15 anos e, adultos, pesam entre 300 e 450 gramas. Na natureza, se alimentam de seiva, frutos e pequenos invertebrados. Já no parque, a dieta ganhou um item especial: a seiva foi substituída por goma, cujas balas passam por tratamento para que se retire todo o açúcar antes de serem consumidas. Uma característica peculiar sobre os animais é seu rosto, que tem pelagem clara, lembra um pequeno crânio, em contraste com o pelo e o corpo todo escuro. Isso deu ao animal o nome popular de sagui-caveirinha. Eles vivem normalmente em áreas mais altas, distribuídos principalmente entre São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. O risco de extinção se deve, além da perda de habitat, ao sagui-de-tufo-branco, que compete com os caveirinhas por recursos como comida e acabam cruzando entre si, o que causa a perda da espécie pura. AdaptaçãoSegundo a prefeitura, nos primeiros dias, os animais ficaram isolados no recinto e, aos poucos, o local foi sendo aberto. Na última etapa de adaptação, que aconteceu na quarta-feira (25), o espaço teve o tapume da parte da frente retirado, para que o público pudesse vê-los, através de vidro, e que eles se adaptem à movimentação de visitantes. A intenção do parque é receber também uma fêmea para fazer a reprodução em cativeiro destes primatas em Santos, o que será definido pelo ICMBio.