Entre as ruas Rodrigo Silva e Santos Dumont, só um lado da via recebeu asfalto. No outro, lama e buracos em Santos (Alexsander Ferraz/ AT) Uma quadra da Rua José do Patrocínio, no Macuco, em Santos, no litoral de São Paulo, é motivo de transtornos e indignação. No trecho entre as ruas Rodrigo Silva e Santos Dumont, apenas um lado da via recebeu asfalto, e o outro continua com lama, buracos e acúmulo de água. A situação persiste há quase dois meses. No local, a Sabesp trocou e modernizou a rede de coleta de esgoto. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O jovem Antony Latorres, de 22 anos, que frequenta o local, afirma que o local “é cheio de poça. A gente vem aqui no dia a dia, mas não é um lugar bom para ficar. Tem caminhões que param aqui, e só metade asfaltada não ajuda ninguém”, diz. Segundo ele, veículos de carga estacionam com frequência na via, o que pode ter dificultado a continuidade da obra. Motorista, João Batista de Oliveira também critica as condições. “Está abandonado, só buraco. Falta organização. Era só avisar antes para não estacionar e fazer o serviço”, afirma. Para ele, o problema poderia ser resolvido com comunicação prévia a motoristas. Morador da região, o aposentado Valmir Cosme, de 70 anos, relata impactos diretos dentro de casa. “Quando chove, enche tudo. Vem mosquito, rato. A obra está parada, uma nojeira.” O também aposentado Gilmar Lopes, de 68 anos, aponta falhas no serviço e problemas antigos não resolvidos. “O esgoto continua entupido, e a água não drena. Quando chove, vira um rio. A gente reclama e ninguém aparece”. Segundo ele, a obra não atendeu às necessidades da via. “Fizeram uma caixa de água, mas não colocaram tubulação. Não tem para onde a água escoar.” Lopes também questiona a paralisação dos trabalhos. “Quando começaram, tiraram os caminhões. Depois que pararam, eles voltaram. Não é culpa dos caminhoneiros, é falta de continuidade”, diz. Ele afirma que moradores já fizeram queixas formalmente, mas sem resposta. Oficialmente Em nota, a Sabesp informou ter concluído os serviços que são de sua responsabilidade e que a continuidade foi alinhada com a Prefeitura, responsável pelas próximas etapas. O Município afirma que a recomposição do asfalto cabe à companhia e que reforçará a cobrança para conclusão.