[[legacy_image_233446]] O prefeito santista Rogério Santos (PSDB) viveu o segundo ano de seu mandato um pouco mais aliviado. Após um 2021 desafiador, em especial por conta da pandemia de covid-19, ele crê que pode ser sinalizado por entregas e boas perspectivas. Para ele, que conversou com A Tribuna, a volta dos eventos foi um sinal importante de retomada. Mas há setores a serem observados com carinho, como a habitação. Confira: Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Poderia fazer um balanço do segundo ano de governo, especialmente comparando com o primeiro, que foi bastante tumultuado ainda pela pandemia no auge, lockdown etc.O primeiro ano foi realmente o que a gente sofreu com a pandemia. No segundo, começamos com nível de atenção grande, tanto que não fizemos o Réveillon nem o Carnaval. A partir de março, abril, a gente começou a movimentar a Cidade com os eventos e percebemos também uma maior movimentação turística. Foi um ano de grandes realizações, no sentido do retorno e grandes desafios. Destacaria quais entregas ou ações?Foi um ano de entrega de muitas obras importantes, esperadas pela Cidade há mais de 50 anos, como a primeira estação elevatória da Zona Noroeste, a entrega do novo Quebra-Mar, parcial do Mercado Municipal e os projetos habitacionais. Muita coisa vem por aí. O cronograma de entregas está dentro do planejado?Sim. Do novo Quebra-Mar, vamos entregar uma nova etapa no aniversário da Cidade, o Parque de Águas, as fontes interativas, a nova entrada, o playground. Ficamos apenas para conclusão dos prédios: um de controle operacional com base de segurança, e o outro com um centro de treinamento de alta performance para o surfe e o skate, além da pista de skate. Esses ficam para o segundo semestre. No ano passado, o senhor disse que haveria um investimento forte em zeladoria. Conseguiu levar esse plano adiante?Melhoramos bastante nisso. Conseguimos recursos, equalizamos os projetos, e inauguramos a EcoFábrica Criativa, que é focada na zeladoria, mas fazendo capacitação de mão de obra. O senhor falou sobre a entrega da estação elevatória na Zona Noroeste. Qual o impacto dela na questão das enchentes nessa região da cidade?Precisamos, na verdade, de oito estações de bombeamento. Vamos inaugurar a primeira e esperamos que, ao fim dos próximos dois anos, a gente consiga inaugurar mais duas. Uma, inclusive, em parceria com o Governo do Estado, ali na entrada de Santos, na Nossa Senhora de Fátima, o local que mais alaga na cidade de Santos. Mas a grande preocupação, hoje, é a área dos morros. O Município tem investido mais de R\$ 100 milhões em obras de contenção, escadarias hidráulicas, tudo para garantir a segurança das pessoas que vivem no morro. E quanto à saúde? Como o senhor analisa essa área, do ponto de vista de estrutura de equipamentos e serviços?Estamos reestruturando a atenção básica. Temos a construção de uma policlínica no Estuário, que não tinha. Ela tem capacidade para atendimento de 16 mil pessoas. Em janeiro, a construção da primeira policlínica do Dique da Vila Gilda, atendendo às 6 mil famílias, e construiremos também outra focada nos bairros Caneleira, São Jorge e Santa Maria, além de uma nova na Vila Progresso. E, devido a um aumento de pessoas com dependência química e problemas psiquiátricos, também criamos, a partir de janeiro, o Departamento de Saúde Mental, voltado para álcool, drogas e doenças psicossomáticas. Com relação à mobilidade, quais soluções a Prefeitura pensa para mitigar os problemas do trânsito?Pensamos na diversificação das possibilidades de mobilidade e na Lei de Uso e Ocupação do Solo (Luos) de maneira inteligente, estratégica. O uso de ciclovias é fundamental e o transporte público passa por uma crise mundial. Isso se aplica à questão do custeio?Custeio e financiamento são itens a serem vistos pelo futuro Governo Federal, uma vez que os municípios não conseguem arcar com as despesas do transporte público. Esse ano, inclusive, o Governo fez repasse para os municípios com relação ao ônibus. O que a gente espera, justamente, é um apoio ainda maior para que os municípios consigam subsidiar o transporte público. Vamos investir em semáforos inteligentes. Sobre a Educação: um dos desafios é a defasagem de aprendizagem provocada pela pandemia. Como a Prefeitura tem lidado com isso?Estamos colocando mais um professor auxiliar nas salas de aula, para fazer essa parte de apoio aos alunos. Quanto a equipamentos, estamos adquirindo duas escolas: uma onde era o antigo Marza, junto com o Edméia Ladewig, e o antigo prédio da Strong, na Av. Conselheiro Nébias. Estamos comprando equipamentos e ampliando, visando o ensino integral. Queremos chegar a 75% das crianças da rede pública municipal em período integral. Além das duas aquisições, vamos construir uma escola na região do Paquetá, e vou adquirir mais uma na Zona Noroeste. Esse é um compromisso que temos. Como está a questão do funcionalismo? Vai haver novos concursos ou o chamamento dos aprovados em outros certames?Estamos chamando aprovados. Tivemos chamamento de concurso da Saúde, da Guarda Municipal, inclusive com uns formados e outros em formação. Tivemos ainda as promoções tão esperadas pela Educação, E vamos investir ainda mais na capacitação. Voltando à Habitação: o senhor falou sobre o Conjunto Tancredo Neves, que vai atender famílias de Santos, mas é em São Vicente. Como garantir soluções para o déficit habitacional que não obriguem mais santistas a deixarem a Cidade?A Habitação tem que ser vista como um processo metropolitano. Quando fizemos esse consórcio, atendeu tanto a cidade de Santos como São Vicente. Propiciamos a compra desse terreno, que serviu também para a cidade vizinha, por meio da Cohab Santista. Além das unidades habitacionais, estamos construindo quatro escolas, uma policlínica e reformando outra. Além das 1.120 unidades no Tancredo, são mais 1.100 unidades construídas para moradores de Santos em terras santistas. Sobre as habitações nos cortiços, elas fazem parte de um projeto maior, de revitalização da área central da Cidade. Como o senhor vê esse processo no próximo ano?Nesse primeiro ano, todos os recursos do Dadetur foram aplicados na região central, Revitalizamos praças, monumentos históricos e o Mercado Municipal. Em termos de infraestrutura urbana, trocamos toda iluminação por LED, dando mais segurança. Trouxemos a Unifesp, com mais de 1 mil alunos e, em breve, serão 1.500 alunos de manhã, à tarde e à noite, o que movimenta bares e restaurantes. Trouxemos também, em parceria com o Governo do Estado, a diretoria de ensino, que antes ficava na Escola Cleóbulo Amazonas Duarte. Fora os festivais que temos feito aqui no Centro com grande destaque. O senhor já conversou com o novo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), após sua eleição? Como analisa o aumento de representatividade da região, tanto em Brasília como na Assembleia Legislativa?O aumento no número de cadeiras foi uma conquista para a nossa região. É algo positivo. Estamos no momento da retomada, e o Brasil precisa de grandes reformas. Quanto ao governador, é uma pessoa que conheço há muito tempo, desde que era do Governo Dilma (Rousseff). Sempre tive uma boa relação. Ainda não tive contato com ele após a sua eleição, mas essa agenda acontecerá. A prefeita de Praia Grande e presidente do Condesb, Raquel Chini (PSDB), disse que sente, em muitas ocasiões, que a participação no órgão não é a melhor por parte de algumas cidades. Como melhorar essa política decisória?A Raquel é uma pessoa extremamente competente, já foi diretora da Agem, um braço do Condesb, que tem papel fundamental na Baixada. Temos grandes projetos. O que é preciso é que saiam do papel.