[[legacy_image_49482]] A Rodoviária de Santos passou a aferir a temperatura e monitorar casos de passageiros com suspeita de covid-19 que chegam na cidade. O processo é feito desde a última quinta-feira (27). A equipe de A Tribuna foi até o local para mostrar como é feito esse controle e também ouviu a opinião do médico infectologista Evaldo Stanislau sobre as novas medidas.Confira a videorreportagem abaixo. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! [[legacy_youtube_rz_be75W-aM]] Diariamente, cerca de 7 mil pessoas entre trabalhadores e turistas do litoral de São Paulo, capital, ABC e de diferentes regiões do Brasil embarcam e desembarcam na Estação Rodoviária do município, segundo informações da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). E, com a confirmação das variantes do coronavírus em circulação no País, a Prefeitura de Santos junto com a companhia de tráfego reforçou as ações para conter o avanço do vírus. Em entrevista para a A Tribuna, Ana Paula Valeiras, chefe do Departamento de Vigilância em Saúde de Santos, explicou que durante 24h é feita a medição de temperatura de todas as pessoas que chegam no Terminal Rodoviário. Antes, apenas os passageiros que desembarcavam passavam por esse processo. Ela também reforçou que, caso alguém apresente febre, é imediatamente monitorado pela Secretária de Saúde. “As pessoas são encaminhadas para uma unidade de Pronto Atendimento. Nós pegamos o endereço onde vão ficar e o telefone. Nós não abandonamos esses pacientes. No hospital, são feitos todos os exames, inclusive o PCR, se for necessário, já que os testes rápidos não servem para o diagnóstico médico”. [[legacy_image_49483]] Ana Paula também ressaltou a importância dos cuidados redobrados, no atual cenário da pandemia no Brasil, tendo em vista, por exemplo, a quantidade de variantes em circulação, como a variante indiana, detectada em um passageiro da Índia que circulou entre aeroportos do Rio de Janeiro e São Paulo. “Se essa variante começar a se alastrar pelo nosso Estado e País, nós vamos ter muita dificuldade para fazer toda a assistência médica para a população. Por isso, a aferição de temperatura, distanciamento social, o uso de máscaras, lavagem de mãos e álcool em gel são importantíssimos, porque a pandemia ainda não acabou”. Por outro lado, para o médico infectologista Evaldo Stanislau, a nova medida de aferição de temperatura adotada nesta semana é ineficaz. “É uma bobagem, ainda mais que a medição é feita no lugar errado, no pulso. Mais da metade das infecções vem de pessoas assintomáticas, além disso, as pessoas que, por ventura, sentem algum sintoma, podem ter tomado um remédio para dor e febre e, consequentemente, no momento da medição não apresentarem febre. É uma medida inútil, absolutamente desnecessária e dá uma falsa sensação de segurança". Por fim, também enfatizou que o controle deveria ser mais rígido na rodoviária. “O recomendável, mesmo com todas as dificuldades, seria implementar um questionário clínico - epidemiológico e teste de antígeno nos passageiros com sintomas ou assintomáticos”.