[[legacy_image_62644]] O prefeito de Santos, Rogério Santos (PSDB), que também é presidente do Conselho de Desenvolvimento da Baixada Santista (Condesb), disse, em entrevista à GloboNews, nesta sexta-feira (19), que está em São Paulo para conversar com o governador João Doria e pedir barreiras educativas nas estradas que dão acesso ao litoral. "Não é impedir o ir e vir, nem [barreiras] sanitárias, mas sim educativas. Que a Polícia Rodoviária faça blitz no acostamento conversando e convencendo as pessoas de que não é o momento de descer." Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Durante a entrevista, o prefeito afirmou que a Baixada Santista precisa de mais apoio do governo estadual mesmo após o decreto que suspende a Operação Descida no Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI). "Estamos aqui para pleitear reforço da Polícia Militar, do próprio Procon, da Vigilância do estado, que essa blitz seja feita nas entradas de acesso e pedir maior apoio na severidade da vacina, apoio para abertura de leitos através de convênios com o governo do estado do qual estamos sendo atendidos. A vinda é para reivindicar, a decisão [sobre as medidas mais duras] será conjunta porque não faz sentido, não é efetiva se não for a adesão de todos municípios da Baixada Santista", disse. Medidas mais rígidas e possível lockdown De acordo com o prefeito, a decisão sobre as novas medidas mais rígidas ou até mesmo um lockdown serão divulgadas ainda na tarde desta sexta-feira (19), após a reunião com os prefeitos da Baixada Santista que está marcada para 16h. O prefeito não descartou a possibilidade de um lockdown, mas enfatizou que as cidades são muito próximas e de grande movimentação, por isso, a decisão tem que ser conjunta com todos municípios. "Envolve transporte, envolve uma pessoa morar em um lugar e trabalhar em outro. Realmente a situação é gravíssima. Conversamos sobre possibilidades de medidas mais restritivas e de lockdown", disse. "Nenhum prefeito gosta de medida amarga, nenhum prefeito quer prejudicar a atividade econômica, mas aurgência é salvar vidas", afirmou. Colapso na Saúde De acordo com o prefeito, a velocidade da propagação e transmissão da nova variante da Covid-19 é muito preocupante e torna o colapso eminente. "Já tivemos uma taxa de isolamento maior e há um desgaste, há uma diminuição, realmente, uma falta de conscientização maior da população em relação à isso. A Baixada nunca ficou sem leitos de UTI, há duas semanas atrás estávamos com uma taxa de 44% de ocupação de leitos e hoje já estamos chegando aos 80%", ressaltou Santos. "O momento é o mais grave da pandemia e repito é muito rápido. Cabe ao poder público, nesse momento, decisões difíceis e rápido. Não podemos perder tempo porque a velocidade de transmissão e letalidade desse vírus são cada vez maior", disse.