[[legacy_image_46358]] A pandemia de coronavírus impactou diretamente na rotina do brasileiro. Com o risco de contaminação, muitos profissionais continuaram seus serviços em suas casas, com o chamado ‘home office’. A novidade não apenas alterou a vida profissional, mas também a pessoal, uma vez que o horário de almoço não é mais passado entre amigos ao redor de uma mesa de um restaurante próximo de suas empresas, por exemplo. A equipe de A Tribuna foi até o Centro de Santos e entrou em contato com restaurantes que, em outros tempos, ostentavam filas de clientes, mas que hoje reclamam da diminuição de até 70% do movimento. Confira na videorreportagem abaixo. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! [[legacy_youtube_SmiwQNK3n9Q]] Rodrigo José Ivo, que é proprietário de um restaurante no local, afirmou que o impacto da mudança de rotina dos profissionais foi intenso para seu negócio. “A gente tinha um movimento muito bom, mas caiu [por conta da pandemia]. Com o home office, piorou, porque as pessoas vêm [ao restaurante], no máximo, uma vez por semana”, explica. “Sentimos muito [o impacto] no dia a dia. As contas são altas, ainda tem o pagamento dos funcionários, do aluguel. Sentimos esse drama”. De acordo com Ivo, há algum tempo, o restaurante está “trocando figurinha”, ou seja, não lucra. “Sentimos essa diferença no bolso e, agora, precisamos tirar da nossa reserva. Sem isso, fechamos as portas”, desabafa. Por sua vez, a proprietária de um restaurante ‘vizinho’ também sofreu com a diminuição da clientela no ‘horário de almoço’. Segundo Solange Shinizu, foi necessário abrir mão do serviço “self-service” e, no momento, focar apenas no “prato feito”. “Além do home office, no rodízio [de funcionários nas empresas], algumas pessoas trabalham [presencialmente] apenas duas vezes por semana. Fora isso, muitos estão com o horário reduzido, ou seja, trabalham nos escritórios, mas não almoçam no Centro. Estamos com uma dificuldade tremenda”, afirma Solange. [[legacy_image_46359]] Marcos Brandão Mira, que é proprietário de dois estabelecimentos no local, tem prejuízo ‘em dobro’ e também comentou sobre as mudanças na rotina da clientela. “Foi de um modo muito radical. Empresas que tinham 200 funcionários [nos arredores] e que vinham almoçar, agora, mantém apenas 30 ou 40 diariamente”, explica. “O home office, sem dúvida, veio para diminuir muito o movimento. Posso dizer que, para mim, diminuiu cerca de 70%, é nítido”. Mira também acredita que uma revitalização do Centro de Santos é necessária para que novas empresas sejam atraídas até o local e, em breve, o movimento retorne ao normal. “Precisa de uma modernização e investimento, que deve ser feito em segurança e em todos esses ‘detalhes’ que precisamos de forma urgente”. Por fim, Nilton Bispo da Silva tem uma história ‘diferente’ para contar. Antes da pandemia, que foi anunciada em março de 2020, era funcionário de um restaurante japonês. Com tempo e esforço, ao lado de seu irmão, comprou o estabelecimento do antigo dono. O resultado, porém, não foi o desejado por conta da diminuição da presença dos clientes. “Antes da pandemia, chegamos a atender 200 pessoas. Depois, caiu praticamente 60%. Mudou muito”, conta. “Compramos depois da pandemia. Pegamos em uma época ruim, que foi o mês de julho do ano passado. Para complicar de vez, veio o período do fechamento temporário dos estabelecimentos comerciais. Não foi fácil”, finaliza. [[legacy_image_46360]]