[[legacy_image_153369]] A santista Paolla Barbosa de Lima, de 21 anos, transformou a frustração de reprovar em mais de 10 entrevistas de emprego em combustível para começar uma carreira por conta própria. Ela decidiu abrir um estúdio de sobrancelhas dentro da própria casa e hoje agradece aos nãos durante a jornada, pois criou e desenvolveu a própria marca, a Lolla Artist. Atualmente está com a agenda cheia, dá cursos sobre a atividade e divide a rotina com mais de três mil pessoas nas redes sociais. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! “A minha entrada no mundo das sobrancelhas não foi uma entrada romântica, porque eu amava ou eu queria”, conta a empreendedora, que teve a mãe como a principal investidora. Ela bancou um curso no segmento de beleza a Paolla, depois de ver a decepção da filha por reprovar em dezenas de seleções para emprego. Em entrevista para A Tribuna, Paolla conta que decidiu começar a construir a própria vida aos 17 anos, quando se cadastrou em diversas vagas em busca de trabalho. “Tentei no Camps (Centro de Aprendizagem e Mobilização Profissional e Social) e não passei. Depois eu fui para o CIEE (Centro de Integração Empresa-Escola), onde fiz mais de dez entrevistas de emprego e reprovei”. A empresária e designer de sobrancelhas lembra que chegou a passar para outras fases nas seleções de empregos, mas que nunca era chamada. “Isso foi me frustrando muito". Na ocasião, a mãe da jovem sugeriu que ela fizesse um curso de maquiagem, mas Paolla preferiu apostar na sobrancelha. “Na minha cabeça, a área de sobrancelhas era muito mais rentável, e de fato é”, ressalta sobre a escolha que, na época, foi exclusivamente pensando no financeiro. “Era o que eu queria para começar a construir meus sonhos”. Do preconceito à paixãoApós concluir o curso em 2018, Paolla conta ter se apaixonado pela área de atuação e, por meio da internet, conquistou as primeiras clientes. “Eu gostei do ato de fazer sobrancelha, porém eu ainda tinha muito preconceito comigo mesma. Para mim, sucesso seria, por exemplo, fazer uma faculdade de arquitetura”. Com este pensamento, o trabalho na área da beleza se tornou um hobby na vida da jovem, que continuou tentando outras oportunidades de emprego até que conseguiu: trabalhou como jovem aprendiz em uma empresa da Petrobras. “(Nesta época, só) conseguia ter tempo para fazer uma sobrancelha por dia”. Na empresa pela qual foi contratada, a empreendedora descobriu uma nova paixão pela na área da comunicação e, em 2020, começou uma faculdade. “Decidi fazer Marketing para poder trabalhar tanto em uma empresa, como para mim. Sempre quis ter um negócio próprio, mas não conseguia enxergar que seria com sobrancelhas”. [[legacy_image_153370]] Mudança de vidaEntre março e abril, com a pandemia de coronavírus, a jovem viu o sonho de ser efetivada na empresa ficar distante, ainda mais com o contrato perto do fim. Foi então que ela resolveu apostar em um estúdio de beleza dentro de casa para não ficar sem renda. “Em vez de pagar aluguel, investi em cursos e profissionalizações para ser a melhor no que eu fazia. Em outubro de 2020, quando fui desligada da empresa, inaugurei meu espaço em casa e abri meu CNPJ (a empresa)”. Com mais de três mil seguidores no Instagram, Paolla conta que a faculdade ajudou para que ela soubesse como divulgar a qualidade do serviço, independentemente de ser realizado dentro da própria casa. “As pessoas me procuravam e não ligavam tanto pelo fato de não ser em um comércio, porque elas tinham um resultado de excelência e atendimento personalizado”. Segundo a designer, a proposta da marca Lolla Artist é trazer um atendimento intimista. “Acho que o impacto que eu causei (nas clientes) para começar a encher a minha agenda foi literalmente fazer com que elas se apaixonassem pela minha história, pelo meu começo e por tudo o que eu estava tentando construir, mesmo sem tantos recursos”. [[legacy_image_153371]] CursoApós participar de diversas profissionalizações e mentorias, Paolla recebeu uma proposta para dar os próprios cursos. “O tempo de estar em casa é um tempo de estruturação. Dei o meu primeiro curso com muito medo, porque não sabia exatamente como que seria”. No entanto, desde a primeira vez, os cursos da Paolla fizeram sucesso e ela assumiu as aulas. “Conquistei os meus primeiros cinco dígitos mensais trabalhando em casa, por meio de atendimentos e cursos. A gente só tem crescido e, graças a Deus, construído uma marca forte”.