[[legacy_image_252687]] Uma novela que não "vale a pena ver de novo", mas que vem sendo exibida desde janeiro. O elevador da passarela na travessia de barcas entre Santos e Vicente de carvalho, ao lado da Alfândega, no Centro de Santos, repete as cenas de transtornos com frequência irritante para os usuários. o caso mais recente foi na noite desta quinta, quando um grupo de pessoas ficou preso no equipamento, sob forte calor, aguardando a chegada de ajuda. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Não precisa de muito tempo no local para que a indignação corra solta entre quem depende do elevador, especialmente idosos e pessoas com mobilidade reduzida. Um compromisso de trabalho, uma consulta ou outra atividade podem ser comprometidas porque não se consegue utilizar um equipamento feito para auxiliar quem precisa dele. A Reportagem constatou que diversos idosos enfrentam dificuldades na travessia. Muitos são debilitados e têm que subir a escada por ser a única alternativa. Alguns ainda pedem ajuda para as pessoas que estão ao seu redor. Outros, estão acompanhados e também recebem auxílio. "Estou com artrose e estava meia hora esperando. O trem estava parado ali e tive que ficar esperando. Sempre que eu venho trabalhar, esse elevador não está funcionando. Já cheguei a usar o elevador, mas, Graças a Deus nunca fiquei presa. Pra mim é difícil, eles têm que fazer alguma coisa. Passo por aqui todos os dias porque preciso trabalha", relata a doméstica Mônica dos Anjos Silva, de 59 anos. A solução, para ela, está na ponta da língua. "Por que não fizeram uma escada rolante? Seria algo mais útil, é gente que passa com bicicleta no ombro, não dá. Tenho que subir degrau por degrau, e essa é minha única alternativa", complementa. O comerciante Antônio Elton, de 48 anos, também revela indignação - e preocupação com quem pode passar mal por conta da parada inesperada do elevador. "Tem gente que tem pânico de ficar em lugar fechado assim. Eu mesmo tenho que subir com minhas mercadorias pela escada. Em dias de chuva e escuridão, continua sendo essa a única saída. Isso é uma escravidão, esses elevadores são sem segurança total, não tem como. Não me sinto seguro. Eu mesmo quase fique preso uma vez e desde então, não uso mais", sintetiza. O aposentado José Francisco, de 59 anos, possui cinco hérnias de disco e problema sério na coluna e cita exemplo de um país vizinho. "Na Colômbia, o acesso às passarelas tem escada rolante Não estou desmerecendo, cada um é o que é. Precisamos de algo mais funcional, é um desespero. Imagina uma pessoa com idade", indaga. Já o comandante das travessias Ariovaldo Gonçalves possui péssima lembrança do elevador. "Eu mesmo já fiquei preso nesse elevador, foi horrível. Não tem ventilação, fiquei preso com crianças, tinha de tudo. Como que um engenheiro tem coragem de fazer uma coisa dessas sem pensar no povo? Não tem condição. Isso para mim deveria ser interditado para ter uma nova ideia". Outro ladoA Prefeitura de Santos, por meio da Secretaria de Assuntos Portuários e Emprego, informa que já solicitou à Santos Port Authority (SPA), a Autoridade Portuária de Santos, “providências às queixas da população acerca do elevador e do acesso ao serviço de travessia entre Santos e Guarujá”. “O novo acesso foi implantado por obrigação da concessionária que administra o sistema ferroviário que serve ao Porto, junto à agência reguladora, para eliminação da passagem em nível. O equipamento foi doado pela empresa à Autoridade Portuária, após análise e aprovação dos órgãos competentes”, acrescenta a Administração Municipal, em nota. Já a SPA, também por meio de nota, garante que “vê com grande preocupação a série de problemas que vêm ocorrendo nos elevadores da passarela e busca, juntamente com a empresa que realizou a construção do equipamento, Rumo, além da Prefeitura de Santos, que aprovou o projeto por meio da Condepasa - Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Santos, soluções visando sanar em definitivo estes problemas”.