Primeira etapa do levantamento no Canal 5 foi nos dias 24 e 25, e a segunda deve ocorrer este mês (Vanessa Rodrigues/AT) O recuo do mar no último fim de semana fez o passado voltar à tona em Santos. No Canal 5, os destroços do veleiro inglês Kestrel, que encalhou em 1895, ficaram expostos e atraíram curiosos. Perto do Canal 6, restos do navio Recreio também reaparecem com a maré baixa. -Vídeo YouTUbe (1.531610) Quer saber todas as curiosidades da nossa região? Siga o nosso canal do YouTube! O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) informou haver pesquisa arqueológica em andamento nos destroços do Kestrel. O trabalho busca reconhecer a área e avaliar a preservação dos vestígios. A primeira etapa ocorreu nos dias 24 e 25 de setembro, e a segunda está prevista para este mês. A partir desse diagnóstico, serão definidas as medidas de proteção adequadas. O Iphan orienta os banhistas a manter distância do local para evitar alterações na área protegida. O Kestrel é reconhecido e cadastrado pelo Iphan como sítio arqueológico, e locais do gênero são patrimônio da União. O Recreio, porém, não está cadastrado e não há previsão de pesquisa arqueológica na área. A Prefeitura informou que, conforme tratativas com o Iphan, cabe ao Município sinalizar os locais e garantir a segurança da população. Sobre o Recreio, a Administração explica que parte da embarcação foi retirada, restando o casco. Como a operação é cara, os destroços são sinalizados quando vêm à superfície e, oportunamente, cortados, conforme a oscilação das marés. Outro navio encalhou em Santos, mas em fevereiro de 1971: o Recreio (Rafael Herrera/AT/Arquivo) Histórias O Kestrel, construído em 1871, encalhou em Santos em 11 de fevereiro de 1895, após um temporal. A corrente da âncora se rompeu, e a embarcação foi levada à areia. Os restos ficaram encobertos e reapareceram em 2017. O Recreio encalhou em Santos em 24 de fevereiro de 1971, em uma tempestade. Os cabos se romperam e a embarcação, sem motores, ficou à deriva até atingir a areia, com três funcionários a bordo. Construído em 1926 como Carl Hoepcke, tornou-se uma embarcação para festas. Parte da estrutura foi retirada, mas o trecho inferior ficou preso à areia. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp!