[[legacy_image_80770]] O bairro Rádio Clube, em Santos, lidera o número de casos de dengue e chikungunya este ano no município. Com o avanço dos casos, a Prefeitura tenta combater o aparecimento do mosquito Aedes aegypti e reforça que, mesmo durante o inverno, é importante que a população não deixe água parada. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Santos já registrou 3.745 casos de dengue e 6.298 casos de chikungunya apenas neste ano. Apesar do Rádio Clube, localizado na Zona Noroeste, ter sido o bairro com o maior número (276 de dengue e 466 de chikungunya), outros bairros mais distantes também não ficaram tão para trás. O Boqueirão foi o segundo bairro com maior incidência de casos de dengue, com 256 casos. Em terceiro fica o Marapé, com 195 confirmações da doença. Já no caso da chikungunya, a Ponta da Praia foi o bairro que ficou em segundo, com 388 casos. O Macuco foi o terceiro bairro com maior incidência de casos. No total foram 352 munícipes com a doença. Segundo a prefeitura, as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti em Santos são ininterruptas. Na Cidade, como as temperaturas costumam passar dos 20 graus mesmo na estação mais fria do ano, ocorre a contribuição para a eclosão dos ovos do mosquito e, consequentemente, sua proliferação. O município possui 481 armadilhas espalhadas por toda a Cidade, monitoradas semanalmente, sendo 39 na área do Porto, com levantamento dos dados pela Autoridade Portuária, que os repassa ao Município. As armadilhas indicam o nível de infestação de Aedes aegypti ao atrair as fêmeas, que ficam presas e morrem. O mapa de infestação é atualizado semanalmente e está disponível no link (clique aqui). As análises dos resultados das armadilhas podem ser consideradas na decisão do bairro que receberá o próximo mutirão. A Seção de Vigilância Epidemiológica recebe notificações de casos suspeitos das doenças transmitidas pelo mosquito e acompanha o desfecho de cada um deles. A notificação de casos suspeitos e/ou confirmados dessas doenças é obrigatória por parte das unidades de saúde e também são consideradas nas estratégias de enfrentamento ao inseto. O fumacê está temporariamente interrompido, conforme orientação da Superintendência de Controle de Endemias do Estado de São Paulo (SUCEN), mas continuam as nebulizações costais, com aplicação do inseticida diretamente nos locais que podem ser foco. Os mutirões e as nebulizações costais são realizados nos locais onde há mais infestação de mosquitos (medida pelas armadilhas) ou localidades com maior número de casos confirmados de dengue ou chikungunya. Dentre as estratégias para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti também está o programa Casa a Casa, que visita imóveis do Município, ao longo do ano, com o objetivo de orientar os munícipes e eliminar situações que contribuam com os casos. Imóveis especiais e pontos estratégicos Alguns locais especiais também recebem visitas mensais. Estão cadastrados como imóveis especiais os locais com grande circulação de pessoas como hotéis, centros de compras e instituições de ensino. Já os pontos estratégicos são os que podem apresentar mais risco para a geração de criadouros como ferros-velhos, oficinas, borracharias, cemitérios e obras. Atividades Educativas Por meio da equipe do IEC (Informação, Educação e Comunicação) são realizadas atividades lúdicas e educativas nas escolas, palestras em empresas e instituições, pedágios em diferentes pontos da Cidade, participação em eventos, estandes temáticos e reuniões em condomínios. As ações são realizadas de forma ininterrupta e visam gerar multiplicadores sobre as formas de prevenção de doenças, inclusive as transmitidas pelo Aedes aegypti. Para solicitar as atividades, deve-se telefonar para 3257-8036 ou enviar e-mail para iecdengue@santos.sp.gov.br. Munícipes podem denunciar situações de risco à saúde pública pela Ouvidoria Municipal: telefone 162, site.