Marquise de edifício localizado na Praça Mauá, no Centro de Santos, caiu na noite de quinta-feira (2) (Divulgação/ Defesa Civil de São Paulo) A queda da marquise de um prédio comercial localizado na Praça Mauá, em Santos, deixou duas pessoas feridas na noite de quinta-feira (2). De acordo com a Prefeitura, o local foi isolado e a causa do incidente será apurada. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! De acordo com a Defesa Civil, o desabamento ocorreu por volta das 23h. Dois homens em situação de rua, com idades aproximadas de 40 e 50 anos, foram socorridos pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levados à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Central. Ambos tiveram ferimentos leves e receberam alta após atendimento. Após o isolamento do imóvel, a Secretaria de Prefeituras Regionais foi acionada para retirar o entulho e os materiais que apresentam risco de queda. O serviço foi iniciado nesta sexta-feira (3). A retirada do entulho e dos materiais que apresentam risco de queda começou nesta sexta (3), no Centro de Santos (Alexsander Ferraz/ AT) De acordo com a Defesa Civil, não havia obras em andamento no prédio. Embora a causa da queda ainda seja desconhecida, há a suspeita de que as fortes chuvas que atingiram a Cidade na quinta-feira tenham contribuído para a ocorrência. Ainda segundo a Administração Municipal, a fiscalização da Secretaria de Obras e Edificações (Seobe) irá ao local para intimar o proprietário a apresentar o laudo sobre as condições estruturais do imóvel. Além disso, o responsável será intimado a reconstruir as condições de segurança do local da queda no prazo de oito dias, conforme determina o artigo 250 do Código de Posturas do Município, que estabelece que edifícios e suas dependências devem ser conservados por seus proprietários ou inquilinos de modo a não comprometer a paisagem urbana, a segurança ou a saúde de ocupantes, vizinhos e transeuntes. Em nota, a Prefeitura de Santos informou que já havia providências em andamento para o imóvel, a partir de intimação realizada pela Seobe em janeiro deste ano. A medida resultou na apresentação de um laudo de autovistoria em 10 de março. O documento, elaborado por responsável técnico contratado pelos proprietários, indicava que a marquise não apresentava risco de queda, mas previa a realização de obras para sua recuperação. Segundo o Município, o laudo de autovistoria é elaborado por engenheiro ou arquiteto legalmente habilitado e cadastrado na Prefeitura. O profissional é responsável por avaliar a necessidade de reparos ou manutenção da edificação e responde civil e criminalmente pelas conclusões apresentadas.