[[legacy_image_326560]] A chuva de sexta-feira (12) aliviou a sensação de calor que tomou conta da Baixada Santista nos últimos dias. Mas, para visitantes que frequentam o Museu Pelé, um dos pontos turísticos mais procurados de Santos, não fez diferença. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Por exemplo, às 16 horas daquele dia, os termômetros marcavam 25 graus no Valongo, onde fica o casarão que armazena itens históricos que recontam a trajetória profissional do maior nome do futebol mundial, Edson Arantes do Nascimento. Apesar disso, para ver tudo de perto, foi preciso suar a camisa. Assim que o visitante entra no prédio, logo encara uma sensação de abafamento. No pavimento central, onde há uma cafeteria, a loja de suvenires e um ponto de venda de bilhetes para o passeio de bonde no Centro, logo é possível observar grande quantidade de pessoas se abanando. À direita, fica o acervo histórico do Rei do Futebol. Os visitantes são saudados por uma imagem em tamanho real de Pelé, vestindo a famosa Amarelinha. Por lá, é possível sentir uma leve brisa e o clima até se faz confortável. Mas, ao subir os quatro pavimentos — cada um representado por uma Copa do Mundo disputada por Pelé — para acompanhar toda a trajetória e curiosidades do Rei, faz calor. Quanto mais alto, a circulação de ar piora. Ainda no primeiro andar, a professora Cláudia Dimâmpera se dizia incomodada. “Choveu, mas abafou bastante aqui dentro. Dá para ver que tem aparelho de ar condicionado aqui dentro, mas não sei se está ligado, porque está muito calor.” O professor José Lima dos Santos visitou o Museu Pelé pela primeira vez e diz que ficou surpreso com o que viu. “Eu vim de Sergipe para visitar e conhecer, mas só está em falta esse problema da refrigeração. Eu falo para você que estou achando que a fornalha do inferno é aqui embaixo”, reclama, mas bem-humorado. No último andar, o maestro e professor de Andradina, no Interior de São Paulo, Adriano Sanches se abanava enquanto acompanhava os feitos de Pelé na Copa de 1970, no México. “Aqui ao Museu, é a primeira vez que venho. Aqui dentro abafou bastante e dá a sensação de que faz muito mais calor do que realmente está”, apontou. Na ala onde ficam expostos fotografias históricas, quadros de artistas diversos e outros itens em homenagem ao Rei Pelé e também ao Santos Futebol Clube, a impressão é de que nenhum sistema de refrigeração está em funcionamento. Além disso, um forte odor toma conta de todo o espaço, incomodando os visitantes. De São Paulo, a farmacêutica Joana Villac Shimba trouxe a sogra, a venezuelana Glória Chavez, que pela primeira vez visita Santos. Enquanto ela admirava o acervo fotográfico, não deixava de se abanar com um folheto improvisado. “Obviamente, está muito calor. O Museu Pelé é espetacular, mas é quente demais aqui”, disse. [[legacy_image_326561]] Será consertado A Secretaria de Empreendedorismo, Economia Criativa e Turismo informou que, na última semana, houve um problema técnico no sistema do ar condicionado do Museu. “A secretaria já entrou em contato com a autorizada Mitsubishi, responsável pela implantação do sistema, para tomar as devidas providências”, declarou, por nota.