[[legacy_image_305455]] Manifestantes a favor e contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) protestaram em frente à Câmara Municipal de Santos após o vereador Fábio Duarte (Podemos) retirar o projeto de lei que concederia a medalha de honra ao mérito Braz Cubas ao ex-presidente, na tarde desta quinta-feira (19). Vídeo abaixo. Manifestantes de direita disseram que não foram informados da distribuição de senhas antes da sessão. “O pessoal da Câmara Municipal dominou as senhas, que deveriam ser distribuídas em igualdade, não permitindo que o pessoal de direita entrasse no plenário. As pessoas vieram participar de um ato democrático e foram impedidas”, diz o Arquiteto e Urbanista bolsonarista André Gonçalves, de 64 anos, que carregava uma faixa escrito “Bolsonaro Forever (para sempre)”. A aposentada Cláudia Pinho, de 53 anos, que estava no plenário, relata a falta de respeito de manifestantes da esquerda. “O vereador queria falar, o presidente da Câmara queria falar. Mas eles não deixavam. Até que começou aquele atrito de direita e esquerda. A guerrinha de sempre”, explica. Do outro lado, estavam os manifestantes de esquerda, que gritavam palavras como ‘inelegível’ e ‘genocida’. Eles estavam ali contra a iniciativa de homenagear o ex-presidente. [[legacy_image_305456]] O aposentado Sérgio Luiz, de 62 anos, estava com uma camiseta com os dizeres “Inelegível é pouco, eu quero o Bolsonaro na cadeia”. Para ele, a homenagem é injusta. “É uma pessoa que está sendo investigada e processada por vários crimes. E ele não tem nada a ver com Santos”, conta. [[legacy_image_305457]] Para Daniel Mendes, de 42 anos, a ideia de dar a Bolsonaro a medalha Braz Cubas é um absurdo, uma vez que ele teve comportamentos negacionistas durante a pandemia. Para ele, o ex-presidente teve uma forma antidemocrática de governar. “A gente não pode tolerar ataques contra a democracia. Então viemos aqui mesmo em defesa da democracia”. Ele ainda diz que não sabe qual foi a intenção do vereador Fábio Duarte ao retirar o projeto. “Será que foi em forma definitiva? Será que só foi para acalmar os ânimos? A gente não sabe, né? Mas, a princípio, foi uma vitória”, conta.