[[legacy_image_17249]] O proprietário da construtora Samburá, José Ricardo Pinto de Abreu, diz que a ex-moradora, a advogada Maria Alice Ayres Lopes, de 43 anos, nunca quis que qualquer reparo fosse feito em seu apartamento no Edifício Garopaba, na Ponta da Praia, em Santos. Na última semana, ela conseguiu na Justiça, em primeira instância, o direito de receber de volta o dinheiro pago na compra, mais uma compensação por danos morais no valor de R\$ 50 mil. Maria Alice abriu a ação judicial há dois anos por ter sofrido com defeitos decorrentes de “vícios na construção” após receber o imóvel. Era sifão de pia escorrendo, maçaneta caindo, fumaça de churrasco do vizinho invadindo a unidade por falha na tubulação, o teto do banheiro do filho caindo e escorrendo esgoto, gesso apodrecendo, cômodos com vazamento e muito mais. Segundo Ricardo, que não havia sido encontrado pela Reportagem na última semana e entrou em contato com ATribuna.com.br para contar sua versão, a moradora comprou o imóvel já em estado avançado de construção e não na planta. “Ela comprou um apartamento de um quarto, trocou para um de dois e depois vendeu esse para morar com sua mãe no mesmo edifício, mas em outra unidade. Se o prédio é tão ruim e teve tantos problemas, ela poderia ter aproveitado ao menos duas vezes a chance de ir embora e não o fez”. conta o proprietário da construtora. Sobre os problemas estruturais, ele diz que houve um vazamento na torneira da caixa d'água três apartamentos foram afetados com infiltração. “A síndica assumiu o problema e disse que reformaria os apartamentos. Mas a Maria Alice não permitiu a manutenção no imóvel dela. Ela nem quis que entrassem lá. Isso nem é uma responsabilidade da construtora e claro que, com o tempo, qualquer imóvel precisa de reparos”. Segundo Ricardo, a construtora irá recorrer da decisão nos próximos dias. “Nós não tivemos problemas com outros moradores, apenas com ela”, finaliza ele.