A campanha eleitoral está liberada desde o último domingo (16). No entanto, nem sinal dela em um dos principais polos eleitorais de Santos. Em visita à feira livre do Boqueirão, na manhã desta terça-feira (18), a Reportagem não encontrou materiais de campanha, cabos eleitorais, muito menos candidatos fazendo visitas. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! “Por enquanto, está calmo, mas daqui a alguns dias começam as campanhas”, projeta o feirante Gisselmo Gravatá Pinto, de 58 anos. Para ele, o assunto não está em alta entre os clientes. “O pessoal está mais revoltado com política, então, não estão comentando muito”, diz. A percepção é compartilhada pelo feirante Gilmar Correia Maria, de 52 anos. Segundo ele, as campanhas costumam ganhar força nos últimos 45 dias antes da eleição, período que coincide com a duração dos contratos oferecidos aos cabos eleitorais. A repercussão no público deve começar “depois dos primeiros debates”. Nem mesmo nas tradicionais barracas de pastel e caldo de cana, locais frequentemente visitados por candidatos em anos eleitorais, comerciantes relataram ter visto movimentação até agora. A expectativa é que as ações se intensifiquem nas semanas que antecedem o primeiro turno do pleito, marcado para 4 de outubro. Nas redes Se nas ruas a campanha ainda é tímida, na internet ela já começou. A estudante Mayara Knoeller Mendes, de 23 anos, afirma ter visto conteúdos eleitorais com frequência nas redes sociais. Apesar de reconhecer a importância da comunicação digital, ela destaca a necessidade de ações pessoalmente. Para ela, “é preciso ter um contato mais direto com as pessoas”. Gravatá (à esquerda): “Pessoal mais revoltado”. Correia (ao centro): só depois dos debates. Mayara (à direita): propaganda na internet (Alexsander Ferraz/AT) A aposentada Maria de Fátima Moreira Gonçalves, de 73 anos, prefere buscar informações por conta própria. “Eu evito redes sociais por causa dessa polarização, que não faz bem para mim. Eu pesquiso em sites de notícias e procuro saber o histórico do candidato.” Quem também não tem visto campanha nas ruas é a aposentada Vitória Costa, de 79 anos, que diz acompanhar o processo, sobretudo, pelos debates. “A gente vai vendo quem oferece melhor. Vai votando com fé neles. Quem sabe uma hora dá certo.” Maria (à esquerda): histórico dos candidatos. Vitória (à direita): “Votando com fé neles” (Alexsander Ferraz/AT) O que é permitido Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a propaganda eleitoral está autorizada desde domingo, inclusive na internet. A distribuição de santinhos e folhetos em locais públicos é permitida, desde que não prejudique a circulação de pessoas. Também são permitidos conteúdos eleitorais em redes sociais, aplicativos de mensagens e sites dos candidatos. Disparos em massa, telemarketing eleitoral, propaganda em outdoors e o uso de robôs para impulsionar conteúdos são proibidos. Propaganda irregular pode ser denunciada pelo aplicativo Pardal, da Justiça Eleitoral. Casos de desinformação podem ser comunicados no Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral.