Projeto Bruto Fruto – Cultura da Quebrada é destaque em Santos (Divulgação) A arte urbana, que nasce nas ruas e carrega identidade e resistência, ganha novos contornos dentro da escola ao se tornar instrumento de inclusão social em Santos, no litoral de São Paulo. O Projeto Bruto Fruto – Cultura da Quebrada aposta na dança e no grafite para ampliar horizontes e oferecer novas oportunidades a crianças e adolescentes de diferentes realidades. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Realizada na UME Colégio Santista, a iniciativa é gratuita e acontece às terças e quintas-feiras, das 17h às 20h. Mais do que aulas artísticas, o projeto propõe uma vivência cultural completa, promovendo troca de experiências, diversidade e acolhimento em um ambiente seguro. Ao todo, serão formadas quatro turmas, com 15 alunos cada, distribuídas entre os dias de atividade. A proposta pedagógica integra diferentes linguagens: participantes inscritos em dança também terão contato com o grafite, e vice-versa. A ideia é romper barreiras entre as expressões artísticas e estimular a criatividade de forma ampla. As inscrições podem ser feitas presencialmente, no próprio espaço do projeto, no horário das aulas, ou de forma remota, via WhatsApp. A iniciativa busca facilitar o acesso e garantir que jovens interessados possam participar, independentemente de suas condições sociais. Segundo a idealizadora e coordenadora do projeto, Tatiana Bitencourt Pinho, o objetivo vai além do ensino técnico. “Queremos fortalecer vínculos, incentivar o trabalho coletivo e valorizar as identidades de cada participante. A arte urbana tem um papel fundamental nesse processo, pois dialoga diretamente com a realidade desses jovens”, afirma. Historicamente ligadas às periferias, a dança e o grafite são tratadas no projeto como instrumentos de resistência cultural e transformação social. Ao incentivar a expressão individual e coletiva, a iniciativa contribui para o aumento da autoestima e para o desenvolvimento do senso de pertencimento. Em regiões onde o acesso à cultura ainda é limitado, ações como essa têm impacto direto no cotidiano. Ao ocupar o espaço escolar com arte, o projeto também ajuda a construir ambientes mais inclusivos e acolhedores, onde a diversidade é vista como potência. A iniciativa conta com patrocínio da Nita e é viabilizada por meio da Lei Rouanet, mecanismo federal de incentivo à cultura. Para Claudio Irie, CEO da empresa, apoiar projetos desse tipo é investir no futuro das comunidades. “Quando a cultura chega de forma acessível, ela cria oportunidades reais de expressão e pertencimento para os jovens”, destaca. Ao conectar educação, cultura e inclusão, o Projeto Bruto Fruto – Cultura da Quebrada se consolida como um espaço de transformação social, onde a arte se torna ponte para novas perspectivas e caminhos.