[[legacy_image_18339]] Quem usa a travessia de balsas entre Santos e Guarujá todos os dias aprova com ressalvas um projeto, votado em primeira discussão na noite de terça-feira (1º), que quer cobrar uma espécie de taxa ao Governo do Estado por usar a Avenida Saldanha da Gama, no lado de Santos, como fila para as balsas. Clique e Assine A Tribuna por R\$ 1,90 e ganhe acesso ao Portal, GloboPlay grátis e descontos em lojas, restaurantes e serviços! O projeto de lei complementar de autoria do vereador Sadao Nakai (PSDB) justifica que “munícipes que moram na Ponta da Praia ou são obrigados a passar perto da fila da balsa também sofrem com o barulho, a confusão e o trânsito. Sobra, inclusive, para a Prefeitura, que precisa atuar para administrar o caos”. Não há valor estipulado. O texto fala em disciplinar o embarque nas balsas e proporcionar melhoria nas condições de acessibilidade e mobilidade na região. O documento foi apresentado há mais de um ano. O arquiteto Deivison Ignácio, de 26 anos, morador da Pompeia, concorda com o projeto. “Se o dinheiro que vai ser indenizado é justamente para ajudar a melhorar o trânsito e o local aqui, acho que o projeto é válido”, diz ele, que também sentiu a melhora nas obras que já foram feitas na Ponta da Praia. A aposentada Denise Henrique Pinto, de 54 anos, que vive no Boqueirão, diz que ainda não sabe o que pensar sobre o projeto. Ela diz entender que “desde sempre” a entrada da balsa foi ali, portanto, quem mora no local sabe dessa questão. “Acho que antes de discutir cobranças, é preciso falar de coisas no pós-obra da Ponta da Praia. O acesso à barquinha, pelas pessoas, ficou distante. Quem tem dificuldade de andar está com problemas para acessar o local”, diz. Na visão do radialista Vitor Kerdes, de 28 anos, residente do Campo Grande, as obras na região melhoraram o acesso às barcas e a indenização pode ser uma forma de ajudar a melhorar mais o acesso. “Toda obra que faz melhora é bom. Todo dinheiro que for aplicado justamente para melhorar aqui será válido. Não vejo tanta interferência para quem mora, porque a fila é no sentido contrário, mas eu concordo se for para melhorar o embarque”, afirma. Em nota, tanto o Governo do Estado quanto a Prefeitura de Santos preferiram esperar que o projeto seja aprovado para discutir seus pontos. A Prefeitura disse que vai se manifestar na aprovação final da matéria. A Secretaria de Logística e Transportes do Estado de São Paulo falou que prefere aguardar os detalhes do projeto que for aprovado para discutir a questão.