O projeto é voltado para alunos do 7o ao 9o anos do Ensino Fundamental: engajamento dos estudantes foi o estopim para começar o Clube (Divulgação) O casamento indissolúvel entre educação e comunicação deu um novo exemplo de êxito na última segunda-feira (12). É quando começaram, em Santos, as atividades do Clube Jovem de Educomunicadores, uma espécie de ‘pós-graduação’ das atividades já desenvolvidas pelo Memórias em Rede, desenvolvido pelo Instituto Devir Educom. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Trata-se de um grupo, hoje com 23 jovens, dispostos a ampliar a formação em temas como Educação em Direitos Humanos, Educação Midiática, Tecnologia Social da Memória, Jornalismo Cidadão e Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), entre outros. Os encontros, gratuitos, vão até o final do ano, em um espaço cedido pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). “O Clube Jovem de Educomunicadores é uma proposta voltada para esses ex-alunos e alguns que estão no nono ano e têm ‘crise de ansiedade’ pela iminência de sair do projeto. E que são muito engajados”, explica a cofundadora e gestora do Instituto Devir Educom, a jornalista Andressa Luzirão. Ela explica que o conceito da Educomunicação norteia as atividades do Memórias em Rede, voltadas para alunos do 7º ao 9º anos do Ensino Fundamental de escolas públicas, as UMEs Avelino da Paz Vieira e Vinte e Oito de Fevereiro, além de ex-alunos que atualmente estão em escolas estaduais, como EE Bartolomeu de Gusmão, EE Primo Ferreira, EE Alzira Martins Licth, ETEC Escolástica Rosa e Instituto Federal de São Paulo (IFSP) – Campus Cubatão. Diferenciais Muitos são de áreas de vulnerabilidade social, e as qualificações humana e criativa serão diferenciais no mercado de trabalho e na condução da própria vida. “O educomunicador tem esse perfil de atuar em equipe, de forma colaborativa. Entramos numa sala de aula, e não tem a hierarquia do professor, detentor do conhecimento, pelo contrário. Atuamos numa perspectiva de construção coletiva. Educomunicação não é só trabalhar com mídias, mas, de uma forma ampla, melhorar a comunicação como um todo, que está tão problemática”, amplia Andressa. “É a concretização de um desejo nosso, de colocar esse clube para funcionar. São três educomunicadores responsáveis, gestores do Instituto, e a gente formou parceria com duas frentes; uma é o Centro dos Estudantes de Santos (CES); e outra, o Projeto SPIA (Sim, Podemos Ir Além), de uma estudante santista que sempre estudou em escola pública e está na China fazendo Políticas Publicas. A ideia é que tenhamos intercâmbio com ela”, acrescenta Andressa – também há parcerias com a Sabor de Surpresa, para a distribuição de lanches, e com a Secretaria de Educação santista (Seduc), para vales-transporte. “Vão ser 13 encontros ao longo do semestre. Estamos fazendo em caráter piloto. No Clube, é garra e coração, porque não é de agora que sentimos essa necessidade. Temos medo de perder alguns para um caminho que não é legal. Precisamos trabalhar nessa perspectiva mais democrática, de respeito à diferença, combatendo discursos de ódio”, finaliza a gestora.