Ideia inicial da Metalock era fazer ajustes no prédio da filial de Santos, com 73 funcionários. Mas, para não drenar água da climatização, planejou-se método para captar o líquido (Alexsander Ferraz/AT) Em busca de melhor aproveitamento da água em obras e projetos de engenharia civil, iniciativas inovadoras e eficientes ganham espaço na região. Um projeto de retrofit (modernização) em um imóvel no Centro de Santos recebeu o Prêmio Seconci-SP de Saúde e Segurança do Trabalho, neste mês, na categoria Gerenciamento Ambiental no Canteiro e seu Entorno. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! O projeto foi desenvolvido pela Engecon, empresa de engenharia civil, para a unidade de Santos da Metalock do Brasil, que há 67 anos atua nos mercados de engenharia e reparos para as áreas industrial, naval e offshore. A ideia inicial da Metalock era fazer ajustes no prédio da filial de Santos, localizada na Rua Visconde de Rio Branco, ampliando e otimizando os espaços com a criação de áreas administrativas e de infraestrutura para os 73 funcionários. O imóvel tem nível de proteção que exige aprovação do Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Santos (Condepasa) para qualquer intervenção, até para a instalação dos 30 aparelhos de ar condicionado que estavam previstos. Feitas as contas, seriam mais de 1 mil litros de água por dia gerados no sistema de climatização. “Entendemos que seria um desperdício drenar tudo isso para fora. Então, planejamos um sistema que captasse toda essa água para utilização interna”, diz Hudson Carvalho, gerente de Recursos Humanos da Metalock. Sem desperdício O projeto foi ampliado para também aproveitar a água da chuva que chega pelas calhas. Com o desafio em mãos, o engenheiro João Batista de Azevedo, diretor-presidente da Engecon, desenvolveu um sistema de dutos e ligações que captam todo o líquido para três reservatórios — dois de 1 mil litros e um de 150 litros, suficientes para todos os banheiros do imóvel e para a lavagem das áreas operacionais. Reservatórios abastecem banheiros. Coleta-se até dos bebedouros (Alexsander Ferraz/AT) Os reservatórios de 1 mil litros estão instalados nos pavimentos térreo e no primeiro andar, abastecendo os banheiros. Com um detalhe adicional: a água que cai dos bebedouros e ficava represada para posterior descarte agora também segue para o reservatório. “A ideia é não jogar nada fora”, diz Hudson, que já planeja, para médio prazo, também prover o imóvel da Metalock de placas de captação de energia solar. Segundo João Batista, o projeto premiado é o primeiro da Baixada Santista a captar em um mesmo local a água do sistema de refrigeração e a da chuva. Mas acredita que essa seja uma tendência do setor da construção a partir de agora. “As obras de engenharia civil estão em busca de mais sustentabilidade e economia de recursos naturais.”