[[legacy_image_285152]] Quem quer adotar um bichinho de estimação, mas tem medo de como ele vai se adaptar na nova casa? O projeto 'Padrinho de Final de Semana', do Codevida, em Santos, que existe desde 2017, pode ser uma solução. A ideia do projeto é reduzir o retorno do animal para o abrigo e a coordenadora da Codevida, Karoline Castro, garante que a medida incentiva a adoção. "Às vezes, a pessoa não tem certeza que quer passar por uma adaptação, uma experiência em casa. O período que o pet fica com ela, é definido pela pessoa. Ela escolhe se quer ficar uma semana, três dias, de segunda a sexta, e ver como ele se adapta. Dando tudo certo, a gente faz a adoção definitiva. Diminui muito os nossos números de devoluções e aumenta o interesse de adoção. Às vezes, a pessoa não tem certeza e acaba não levando. Nesse caso, ela decide ser padrinho e 95% dos que fazem o apadrinhamento, adotam", explica ela. Karol conta que já aconteceu de uma pessoa não querer ficar com o bichinho, mas que a grande maioria acaba adotando. Um caso que ela cita, é o de um gato idoso que estava em um comercial que passa nos cinemas e ficou na casa de uma família. "O menino viu o gato no cinema. Ele tinha mais de oito anos só aqui na Codevida. Era bem arisco, bem difícil. Tentaram adotar três vezes e ele foi devolvido. Mas, essa família se apaixonou e foi padrinho de final de semana. O gato ficou super feliz, super bem na casa deles e aí eles adotaram. A gente achava que ele não teria mais chance de sair da baia", celebra. [[legacy_image_285153]] O Padrinho de Final de Semana é diferente de um Lar Temporário para os bichinhos. No Lar Temporário, uma pessoa cuida do pet até encontrar um adotante, diferentemente do padrinho, que fica um período com o animal para ver se ele se adapta à sua família. Atualmente, a Codevida tem cerca de 120 animais, sendo 80 cães e 40 gatos. Todos eles podem participar do projeto, segundo Karoline. Entre os pré-requisitos para ser um Padrinho de Final de Semana, é preciso ser maior de 18 anos e a família inteira tem que estar de acordo com a participação no projeto. "É preciso que realmente haja um interesse de adoção. Aí é só vir aqui, conhecer e escolher o pet. A gente sempre faz uma entrevista primeiro para ver o perfil da família. Como a gente conhece os animais, já sabe o perfil que se encaixa em cada família", explica ela. A Codevida leva o pet até a casa do padrinho, que escolhe a data. Não é necessário ser morador de Santos para ser um padrinho ou realizar a adoção e é preciso apresentar RG, CPF e comprovante de residência. "Para agilizar o processo, a gente faz a entrevista e pede fotos da casa. Quando a gente leva o cachorro a gente já vê a casa na hora. Depois é claro que a gente visita, para ver como está indo a adptação. Normalmente a gente conversa todos os dias com eles [os padrinhos]". Caso a adaptação não dê certo, a Codevida busca o animal no dia seguinte. O projeto não precisa obrigatoriamente ser cumprido durante o prazo inteiro. "Tudo que a gente faz é para evitar ao máximo de o cachorro passar pelo estresse de sair daqui, ir para um lugar e voltar. É sempre tentar reduzir o retorno", finaliza Karol. A Codevida fica na Avenida Francisco Manoel, s/n, no Jabaquara, em Santos. Os telefones para contato são: (13) 3203-5593 ou 3203-5075.