[[legacy_image_260996]] Respeito, empatia, mudança, entendimento. Com essas palavras como guia, o Programa Jovem Doutor lançou ontem mais uma edição de uma das iniciativas educacionais mais longevas da Prefeitura de Santos, que tem por objetivo inserir alunos da rede municipal nos conceitos de saúde, cidadania, prevenção e relações interpessoais. Para a nova edição, o tema central será Refugiados. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O Santos Jovem Doutor é uma iniciativa da Faculdade de Medicina da USP em parceria com as secretarias municipais de Saúde e Educação. Alunos dos últimos anos do Ensino Fundamental (7º, 8º e 9º) participam de atividades no contraturno das aulas, com oficinas, palestras, visitas monitoradas e dinâmicas para trabalhar conceitos de saúde, mas de forma que relacionada também a temas atuais. A ideia é que os jovens sejam multiplicadores desse conhecimento nas famílias e com os demais amigos da escola. Em 2024, o Santos Jovem Doutor fará uma década na rede municipal e já beneficiou mais de 3 mil estudantes. Ontem, o Teatro Municipal Braz Cubas ficou lotado com a formatura de uma turma, com 210, e o início da nona edição, com 586. [[legacy_image_260997]] Papel de cada um “A saúde é apenas um pano de fundo para construirmos relações saudáveis, de respeito, de paz dentro e fora das escolas. (...) Somos nós que temos que proteger as pessoas, mas precisamos de uma corrente do bem”, disse à plateia o médico idealizador do programa e chefe da disciplina de Telemedicina da USP, Chao Lung Wen. Ele foi aclamado pelo público, formado por estudantes, famílias e professores. Contexto socialAna Caetano, coordenadora geral do Santos Jovem Doutor, explica que a escolha do tema Refugiados para trabalhar com a nova turma tem relação direta com a realidade do Brasil e do mundo, em que a migração entre países é uma realidade. A maioria das pessoas foge de problemas sociais, conflitos e fome. “Nossos alunos precisam saber quem são e como vivem os refugiados. A partir da escolha desse tema, trabalhamos conceitos de saúde, de relações sociais, de preconceito, de empatia”, disse. Na cerimônia de formatura como a de ontem, há um ritual simbólico em que cada um veste um jaleco, simbolizando já estarem prontos para levar conhecimento adiante. Na nova turma, 586 jovens que participarão das atividades duas vezes por semana, em dinâmicas na escola, visitas à USP, aos laboratórios da universidade e de discussões a partir de filmes e documentários. A secretária de Educação de Santos, Cristina Barletta, destacou a relevância desse programa para a cultura de paz. “E estamos precisando falar sobre paz dentro e fora da escola.” Também estiveram presentes o secretário de Saúde, Adriano Catapreta, a vice-prefeita e secretária da Mulher, Cidadania e Direitos Humanos, Renata Bravo (PSDB) e a vereadora Audrey Kleys (PP), que participou da criação do programa em 2013, quando secretária adjunta de Educação. Como vereadora, o transformou em lei.