[[legacy_image_155751]] Há mais de 10 anos atuando no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) 192 de Santos, o enfermeiro Washington Miranda da Cruz afirma que a identificação correta e rápida de que mal acomete uma pessoa que precisa de primeiros socorros é tão importante quanto a conduta a ser realizada no atendimento. Esta semana, ele vai passar os seus conhecimentos em um curso que ministrará aos novos guardas civis municipais. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Quando alguém se depara com uma pessoa com suspeita de parada cardíaca, a dica do enfermeiro é ver se ela responde ao chamado. Caso a pessoa não responda, deve-se acionar o Samu 192 e iniciar as compressões cardíacas. A pessoa deve estar deitada de costas em uma superfície rígida (nunca em uma cama ou sofá), com a cabeça inclinada, deixando o queixo voltado para o alto, para liberar as vias aéreas. Ao acionar o Samu 192, deve-se pedir que o socorro venha acompanhado do desfibrilador externo automático (DEA). Segundo Washington, que atua no Núcleo de Educação Permanente (NEP) da Secretaria de Saúde de Santos, a compressão cardíaca na pessoa tem de ser feita em uma área logo acima do estômago e entre os dois mamilos. "São necessárias 120 compressões por minuto, durante dois minutos. Depois, o ideal é revezar esse procedimento com outra pessoa, que deve estar em frente a quem faz essa massagem, para que não haja perda da qualidade do atendimento por cansaço". Essa ação só deve ser interrompida com a chegada dos socorristas. [[legacy_image_155752]] Em casos de bebês com suspeita de parada cardíaca, a resposta deve ser obtida com toques na sola dos pés. E a massagem passa a ser feita com dois dedos, não com as duas mãos, como é no atendimento aos adultos. Nos dois casos, devem ser observados ritmo (constante), profundidade da compressão (um terço do tórax, ou 5 centímetros), o movimento de retorno do tórax e o rodízio entre as pessoas que estão atendendo. DerramesEm casos de suspeita de derrame (ou acidente vascular cerebral, AVC), o procedimento é diferente, de acordo com o enfermeiro. "Inicialmente, peça para a pessoa sorrir e ver se há alguma deformidade na face". Na sequência, deve-se pedir para a pessoa fechar os olhos e levantar os braços (e ficar atento se um dos braços não fica linear ao outro). Outro fator que pode indicar um derrame é ver se a pessoa tem dificuldade em falar o próprio nome. "Pode-se pedir também para que ela cante uma música e, assim, ver se há alguma dificuldade na fala". Em casos positivos a esses fatores, deve-se encaminhar a pessoa a um posto médico. SangramentoWashington Miranda da Cruz explica que há dois tipos de sangramento: o venoso, onde o sangue sai mais escuro, e o arterial, quando o sangue jorra com mais força e é mais vermelho. O sangramento arterial é mais perigoso, destaca o enfermeiro. "Nos dois casos, o ideal é estancar o sangramento com um pequeno tecido, que pode ser uma camisa ou toalha rasgada até o encaminhamento a uma unidade de Saúde".