[[legacy_image_169145]] Um misto de emoção e de alegria em voltar a participar das atividades da Igreja Católica durante a Semana Santa. Foi a sensação dos cerca de 200 fiéis que estiveram, na noite desta sexta-feira (15), na procissão do Senhor Morto realizada pelas ruas do Centro de Santos. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Nos últimos dois anos, não houve participação do público por causa da pandemia de covid-19. A Sexta-Feira Santa é a única data do ano em que não há missa. Trata-se de um dia de silêncio e jejum para os católicos, pois eles contemplam a dor, o sofrimento e a morte dolorosa de Jesus Cristo na cruz. Para os cristãos, esse episódio redimiu a humanidade e a libertou do pecado, em um gesto de amor. A auxiliar de limpeza Francisca Oliveira sentiu falta de participar da procissão nos últimos anos. “Não sei explicar o sentimento de estar aqui novamente. É muita emoção”, afirmou. O estivador aposentado Antônio José da Silva Pita sempre ajudou nos preparativos dessa ação na Catedral e celebrou o retorno dela. “Estou muito contente de viver esse momento novamente”, frisou ele, que ajudou a carregar a imagem de Nossa Senhora das Dores pelas vias do Centro. O ajudante de pedreiro Ronaldo Monteiro estava emocionado em poder se envolver em uma atividade da Semana Santa. “É a primeira vez que estou colaborando com a procissão em Santos, pois não sou daqui”, disse ele, que morava em Lagarto (SE). A atendente aposentada Angélica Nunes fez questão de participar do evento com os netos Maria Luiza, de 6 anos, e Pedro Antônio, de 2. “É muito bom reencontrar as pessoas e estar de volta à igreja”, citou. O pároco da Catedral, Claudenil Moraes da Silva, afirmou que a procissão é um dos atos de que o povo mais gosta de participar. “Por mais que os fiéis possam ver a imagem do Senhor Morto na nossa igreja ao longo de todo ano, na Sexta-Feira Santa há um significado maior. Eles se solidarizam, se sentem contemplados em suas dores, seus sofrimentos e dificuldades.”