Celebração integra calendário cultural da Cidade. Mais que religiosa, se firmou como manifestação cultural (Alexsander Ferraz/AT) A partir do meio-dia deste domingo (22), nas imediações do Aquário Municipal, na Ponta da Praia, em Santos, ocorre a 26ª edição da procissão para Iemanjá. A celebração faz parte do calendário cultural da Cidade. Mais que um evento religioso, o encontro se consolidou como manifestação cultural que ocupa o espaço público com cores, tambores e expressões da ancestralidade afro-brasileira. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! As atividades começarão ao meio-dia, com o Grupo de Dança Ballet Irani. Depois, Curimbas (às 12h15), Royce do Cavaco (12h35), Maracatu Quiloa (13h10), Grupo Musical Afoxé Oba Aláàfin (13h30), chegada do presente de Iemanjá (às 14 horas) e procissões terrestre (16 horas) e marítima (17 horas). O nome Iemanjá vem do iorubá Yéyé Omó Ejá, que significa mãe cujos filhos são peixes. Ligada às águas salgadas, à maternidade e à proteção, a divindade é considerada mãe de orixás nas tradições iorubás que deram origem a religiões como o candomblé e a umbanda. Durante o período colonial, povos africanos escravizados encontraram no sincretismo religioso uma forma de preservar suas crenças diante da repressão. Assim, Iemanjá passou a ser associada à Virgem Maria e também a títulos marianos, como Nossa Senhora dos Navegantes, criando pontes entre culturas distintas. A programação, realizada pela Secretaria de Cultura, é aberta ao público e tem coordenação religiosa do babalorixá Marcelo de Ologunédé. Estima-se que cerca de 6 mil pessoas compareçam.