O contentor da discórdia: segundo morador do entorno, todos os dias ele fica lotado e transbordando (Alexsander Ferraz/AT) Com lixo e restos de comida no chão e mau cheiro no ar: é como vivem os moradores da Rua Dom Pedro I, na Vila Belmiro, no trecho em frente à Escola Estadual Azevedo Júnior. No local, um único contentor tem o dever de receber todo o lixo do entorno, seja de moradores ou de quem passa ocasionalmente. O resultado: “Transborda todos os dias”, afirma o morador Joaquim Rodrigues, bancário aposentado de 86 anos. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O contentor, segundo Joaquim, é usado por moradores de diferentes prédios, pelos estudantes da escola estadual, por comerciantes e por transeuntes. O lixo gerado por todos é mais que o suficiente para encher a caçamba e fazer os resíduos transbordarem. “O pessoal vai jogando lixo. Quando não cabe mais, joga em volta. Aí fica aquele monte de lixo pelo chão”. O principal incômodo fica a cargo do mau cheiro, que, particularmente, atormenta o aposentado. “A minha janela fica para a calçada. A caçamba fica fedendo, principalmente no final de semana. O lixeiro vem no sábado e só volta segunda-feira. Eu sou obrigado a fechar a janela porque aquele cheiro vem direto para o meu quarto”. Risco de dengue Joaquim, leitor de A Tribuna, acompanha com frequência matérias relacionadas aos perigos e cuidados para se ter contra o Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika. Ele destaca o medo que sente do contentor de lixo se tornar um foco de criadouros do mosquito com a chegada do calor. “Vai vir o verão e vai juntar muito mosquito. Quando chove, esses contentores ficam cheios de água”, comenta. “Eu tive chikungunya em 2021. Foi triste o negócio. Eu não fico preocupado só comigo. A minha vizinha, no ano passado, teve dengue três ou quatro vezes”.