[[legacy_image_341420]] As obras da terceira fase do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que ligarão os bairros Esplanada dos Barreiros e Samaritá, em São Vicente, deram um importante passo nesta segunda-feira (11). Foi assinada a ordem de serviço para a recuperação do trecho ferroviário da Ponte A Tribuna (dos Barreiros) visando à chegada desse meio de transporte à Área Continental. A expectativa é de que a obra esteja pronta em 2026, quando seria iniciado o chamado ‘pós-ponte’, com término no segundo semestre de 2028. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Os trabalhos serão feitos pelo consórcio Paulitec-Agis, vencedor da licitação aberta pela Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), que já poderá construir um canteiro de obras no local. Cerca de 200 funcionários diretos atuarão no serviço, que custará R\$ 193 milhões em verba do Governo Estadual. “O VLT para a Área Continental, que parecia um sonho distante de acontecer, virou realidade. Vai impactar a cidade de uma forma que as pessoas, hoje, não conseguem ter a dimensão do que vai ser. O acréscimo de qualidade de vida para cada cidadão é enorme”, sinalizou o prefeito Kayo Amado (Pode), na assinatura da ordem de serviço para o começo dos trabalhos. O documento também foi subscrito pelo superintendente de Engenharia da EMTU, Pedro Luiz de Brito Machado. Ele entende que o prazo de quatro anos para que os trens circulem até a Área Continental é o “melhor possível”, diante dos desafios em uma obra desse porte. “A expectativa, no cronograma da EMTU, é ter uma ordem de serviço (para o VLT) dada em abril de 2026.” Na ponte, estão previstas ampliação do número de estacas, reestruturação da parte ferroviária e abertura de uma ciclovia. “Essa obra é cheia de dificuldades. Uma das principais é a demolição da estrutura metálica existente. Isso é um trabalho que a gente tem que fazer sem afetar o meio ambiente”, diz o presidente da Paulitec, Márcio Paulikevis. Amado não crê em problemas viários na região da ponte. “Mais para a frente, teremos desvios e adequações, mas, conversando com a empresa, sempre deixamos muito claro que a interdição total é impossível de acontecer.” [[legacy_image_341421]] EntravesKayo Amado avalia que, para se começar a parte ‘pós-ponte’ — a linha para a passagem do VLT —, ainda há entraves burocráticos a resolver. “Em alguns casos, envolve ministérios, porque são áreas da União”. Uma audiência pública marcada para as 17 horas de 10 de abril, na Câmara Municipal, servirá para se discutir o Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (Eia-Rima) do projeto. A obra tem investimento previsto de R\$ 300 milhões.