[[legacy_image_338780]] Audiência de custódia realizada nesta quinta-feira (29) alterou a classificação da prisão dos nove investigados na operação Domo de Ferro I, realizada na quarta (28). Entre eles está o jornalista e ex-apresentador Marcelo Carrião, que, segundo a Polícia Civil, era identificado pelo apelido “Vovozinho”. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Conforme a sentença, a prisão em flagrante foi transformada em preventiva, entretanto todos os suspeitos continuarão presos. Segundo a Polícia Civil, os celulares dos envolvidos serão periciados para dar andamento às investigações. De acordo a 2ª Delegacia de Investigação Sobre Entorpecentes (Dise), a operação teve início após a prisão de duas mulheres, de 23 e 19 anos, no início de fevereiro. Após seis meses de investigações, os policiais descobriram que as duas comercializavam entorpecentes através de um esquema de 'disque-drogas'. Depois de elas serem detidas, a Polícia Civil encontrou no celular de uma das mulheres mensagens com um grupo de pessoas apontadas como fornecedoras de entorpecentes. O principal fornecedor seria Marcelo Carrião, ex-repórter e ex-apresentador, com passagens na antiga TV Manchete, Rede Record e SBT. Para o advogado de defesa do jornalista, Marcelo Cruz, a droga apreendida com o cliente era de consumo próprio. Com ele, foram encontrados aproximadamente um quilo de maconha, balança de precisão e materiais para embalar os entorpecentes. Em entrevista para a TV Tribuna, Marcelo Cruz disse que Carrião nega participação nos crimes de tráfico e associação para o tráfico que são imputados a ele. O advogado afirmou ainda que o ex-repórter possui bons antecedentes. “Em versão apresentada para autoridade policial, ele confirma que as drogas apreendidas pertenciam a ele, outrora, destinarse-iam ao seu próprio consumo. Além de se tratar de um réu primário, [...] visto mais de 30 anos dedicados ao jornalismo, tem uma empresa de transportes já há algum tempo em nome dele, é pai de três filhos, sendo dois de tenra idade, residência fixa, morando no mesmo local há mais de 15 anos e não havendo nos autos, pelo menos sob nosso ponto de vista, uma única prova concreta e cabal que demonstrasse efetivamente a real necessidade da manutenção da prisão”. Entenda o casoDepois de periciar o celular de uma das mulheres presas no esquema de ‘disque-drogas', os investigadores chegaram a nove fornecedores que negociavam a venda de entorpecentes, caracterizando a formação de um grupo criminoso, segundo a Polícia Civil. Na manhã desta quarta (28), a Dise deflagrou a operação Domo de Ferro I, em alusão ao sistema de defesa israelense que defende o país de ataques inimigos. A analogia faz referência à interceptação do tráfico de drogas em Santos. Com mandados de busca e apreensão em mãos, os agentes prenderam seis de nove indivíduos. Entretanto, no decorrer das investigações, identificaram outros três suspeitos, que também foram presos. As buscas ocorreram nos bairros Aparecida, Cidade Náutica, Embaré, Estuário, Gonzaga, Marapé, Ponta da Praia, Vila Belmiro e Vila Mathias. Nesse último, os policiais encontraram uma casa onde dois irmãos produziam uma plantação de maconha de alta qualidade, utilizando um sistema de três estufas. No local, 100 pés de cannabis sativa foram apreendidos. Na operação, além dos pés de maconha e das três estufas, foram apreendidos uma grande quantidade de droga, R\$ 50 mil, três armas de fogo, sendo uma delas de uso restrito, e aparelhos celulares. Estes devem ser periciados e utilizados para uma nova fase da operação.