[[legacy_image_342354]] Aprimorar o que já foi feito, aumentar os atendimentos, atrair novas empresas e proporcionar qualidade de vida para os jovens. Estes são os principais objetivos de Elber Alves Justo, que pela segunda vez vai assumir a administração do Centro de Aprendizagem e Mobilização Profissional e Social (Camps) de Santos. Ele foi reeleito em assembleia realizada no último dia 9 e, a partir do dia 1º de abril, ele começa o segundo mandato, ficando à frente da entidade até março de 2026. Justo também é presidente da Mediterranean Shipping Company (MSC) no Brasil. A Tribuna conversou com o presidente, que falou sobre o balanço da última gestão e os desafios do segundo mandato. Às vésperas de assumir a gestão do Camps mais uma vez, qual o sentimento para esta nova etapa? O que o Camps significa para você? É uma pergunta bastante difícil de responder, pois o trabalho do Camps é muito inspirador. O que ele proporciona para tantos jovens e, no final, para tantas famílias, é realmente uma coisa muito difícil de descrever. Então, para mim, primeiro, por ser um voluntário, fico muito feliz de poder contribuir com todo esse projeto de 57 anos. Para mim, é uma honra poder continuar o legado de tantas pessoas que vieram antes, representando toda essa diretoria, que continua comigo nessa segunda gestão. Gostaria que você fizesse um balanço sobre como foi a sua primeira gestão. A gestão é de dois anos, começa em abril e termina em março. Ela começou em abril de 2022 e termina agora, no dia 31. Acho que um dos pontos mais importantes foi o marco que a gente alcançou, de um recorde de mil jovens contratados entre a aprendizagem e estágio. A gente tem cerca de 200 empresas parceiras, entre privadas e públicas. Esse é o maior número que a gente atingiu nos últimos 10 anos. É lógico que o número tem um marco especial por ser emblemático, mas ele tem ainda uma razão mais especial para ser comemorado, porque é um marco importante após o período mais crítico da pandemia. Eu não era presidente ainda nessa época, mas fazia parte da diretoria, então a gente sentiu bastante o impacto da redução dos contratos. Trabalhamos bastante para consolidar uma reestruturação organizacional dos funcionários do Camps. Nós somos uma empresa que tem mais de 60 funcionários, para poder fazer tudo isso acontecer, para proporcionar a formação dos mais de 700 jovens por ano e permitir que esses mil contratos de empregos se mantenham vivos e aumentando, se Deus quiser. Como estão os preparativos para a segunda gestão? Quais serão as novidades para esse segundo mandato? O principal desafio é a inauguração de um prédio novo. Na verdade, é um prédio que nós estamos reformando, que fica ao lado da sede atual, com cinco pavimentos de mil metros quadrados, que terão mais 10 salas de formação. Isso possibilita dobrar a capacidade de atendimento. Um desafio é saber qual o número que a gente pode aumentar de formação, porque o gargalo está na contratação. É um problema formar mais jovens e não ter a procura do mercado, isso acaba frustrando pessoas que precisam trabalhar. O grande desafio é aumentar a nossa rede de parceiros, buscar novas empresas que acreditem em nosso trabalho e que possam contratar jovens. Qual é a importância do trabalho do Camps para a formação desses jovens? Acho que todo santista tem orgulho do Camps na Cidade. Todo mundo conhece alguém do Camps ou alguém que passou ou participou, seja amigo, parente ou vizinho. São 57 anos de história, mais de 120 mil jovens formados. Essa preparação que a gente faz é justamente uma primeira introdução ao mundo do trabalho, para que eles possam buscar o primeiro emprego estando minimamente preparados. Esse é nosso grande papel. As empresas sabem que os jovens formados aqui têm qualidade e podem confiar que serão bons profissionais. A gente tem várias histórias de jovens que começaram no Camps e hoje são gerentes, diretores de empresa, diretores de multinacionais, trabalham até fora do País. São juízes, gestores, políticos, advogados.