[[legacy_image_15862]] O presidente da Câmara Municipal de Santos, o vereador Rui de Rosis (MDB), se mostrou contrário à decisão da prefeitura de restringir o acesso às praias da cidade, visando evitar aglomerações e a propagação do novo coronavírus. Em entrevista exclusiva nas redes sociais do Grupo Tribuna, o presidente do Legislativo santista diz não ter entendido o motivo do fechamento das praias, e se mostrou favorável à flexibilização da reabertura do comércio, para que o futuro, segundo ele, “não seja catastrófico”. "Não entendi o motivo de fechar as praias, que é algo que a sociedade tanto quer, tomar um banho de sol, vitamina D, para não baixar a imunidade em meio a essa pandemia. Precisamos flexibilizar o comércio. Não se pode ficar parado do jeito que está. Estamos vivendo o agora, mas me preocupa muito o futuro, que parece ser catastrófico", afirmou. Ainda sobre a flexibilização da abertura de estabelecimentos, o vereador se mostrou bastante preocupado com pequenos comerciantes que estão parados com seus trabalhos desde o início da quarentena. "O comércio é o oxigênio da cidade. Pessoas de pouco poder aquisitivo estão entrando em momento de desespero. As coisas têm que começar a funcionar. O prefeito precisa fazer esse diálogo, fazer com cautela e cuidado, mas precisa agir rápido", reiterou de Rosis. Os decretos municipais de fechamento dos comércios não essenciais, atendendo à quarentena imposta pelo Governo do Estado, e de acesso restrito à faixa de areia das praias e do calçadão seguem recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), para evitar a propagação do novo coronavírus na região que, segundo especialistas, é facilmente transmissível. Máscaras Conforme noticiado por ATribuna.com.br, a partir de 1º de maio, será obrigatório o uso de máscaras em vias públicas da cidade, podendo ser aplicadas multas que variam de R\$ 100 a R\$ 3 mil. A medida é aprovada pelo vereador, que pediu ação eficaz da prefeitura e da Secretaria de Saúde no quesito de orientação e distribuição de máscaras à população. "A máscara é muito importante. É proteger pensando nas outras pessoas, uma responsabilidade que parte de cada munícipe. Conversei com o [Fábio, secretário de Saúde] Ferraz a respeito da obrigatoriedade. Pessoas mais carentes não vão ter acesso fácil às máscaras. A prefeitura e a Secretaria Municipal de Saúde serão importantes para a conscientização, orientação e distribuição", finalizou.