[[legacy_image_224926]] A presença de pessoas em situação de rua no José Menino, em Santos, parte delas dependente química, faz moradores do bairro temerem pela própria segurança e cobrarem solução para o problema. Sob anonimato, residentes solicitaram ações como a instalação de câmeras de segurança e de abrigos para quem vive nas ruas. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Uma aposentada de 59 anos observa que a presença de sem-teto bairro tem aumentado, principalmente, após a início da pandemia de covid-19. “Tem gente que fica durante a noite no túnel (pelo qual passa o Veículo Leve sobre Trilhos, o VLT). Não me sinto em risco, mas sempre ando sem nada (de valor), em qualquer lugar. Sempre tenho a ideia de que tenho que ficar esperta”, comenta a mulher, que sugere uma unidade do restaurante Bom Prato — um modelo no qual se oferecem refeições a preços módicos — e mais abrigos. Um ilustrador de 23 anos destaca que é comum pessoas em situação de rua pedirem dinheiro. Por segurança, considera ideal que haja mais câmeras de monitoramento. “À noite, tem muita gente circulando. Seria bom ter mais segurança”, reforça. Abrigos e deslocamentoOutro morador do bairro, de 37 anos, aposentado por invalidez, relata que sem-teto se concentram nas proximidades do Canal 1 e da Gruta Nossa Senhora de Lourdes, onde há o túnel para passagem do VLT. “Tem de tudo, principalmente no canal e no túnel. Tem o Albergue (Noturno, na Vila Nova). Eles poderiam dormir lá todos os dias, mas preferem ficar no túnel”, lamenta. Em outro relato, um estudante de 15 anos destaca a dificuldade em saber o que as pessoas em situação de rua realmente querem, para poder ajudá-las. “Vejo bastantes pessoas de rua pelas redondezas, passando pela rua. Não tem como saber o que eles querem. A gente pode ajudar (com dinheiro), e eles, comprarem bebidas. As pessoas precisam ser mais compreensivas para essas coisas”, pondera. Em outro relato, um estudante de 15 anos destaca a dificuldade em saber o que as pessoas em situação de rua realmente querem para poder ajudá-las. "Vejo bastante moradores de rua pelas redondezas, passando pela rua. Não tem como saber o que eles querem. A gente pode ajudar (com dinheiro) e eles comprarem bebidas. As pessoas precisam ser mais compreensivas para essas coisas", pondera. As ruas Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Gaspar Ricardo e a Praça Washington, todas no José Menino, são exemplos de vias com circulação constante de pessoas em situação de rua. [[legacy_image_224927]] RespostasEm nota, a Prefeitura de Santos diz promover abordagem e encaminhamento de pessoas em situação de rua. Por meio da Coordenação de Atenção Social à População em Situação de Rua, atua em bairros para construir vínculos de confiança e orientar essas pessoas a usar serviços da rede. A maioria dos encaminhamentos é para o Centro de Referência Especializado para a População em Situação de Rua, com atividades como oferta de banho, lanche, oficinas, atendimento com psicólogos e assistentes sociais. Santos dispõe de cinco serviços de acolhimento institucional: Seacolhe-AIF, Albergue Noturno, Casa Êxodo, Seabrigo-AIF e Casa das Anas. Há outras iniciativas, como o Recâmbio Qualificado, na qual pessoas em situação de rua podem, se quiserem, ser enviadas à cidade de origem, com deslocamento até a casa de parentes; e o Consultório na Rua, para ampliar o acesso a serviços de saúde. A Prefeitura informa que o túnel do VLT terá barreiras pré-moldadas de concreto ao longo da área interna, para dificultar o acesso e permanência de pessoas. A licitação está feita. Resta firmar o contrato com a empresa vencedora. O Município também menciona que a Guarda Civil Municipal (GCM) faz rondas periódicas e, ao se deparar com pessoas em situação de rua, encaminha as que aceitam à rede de assistência social. O José Menino tem 95 câmeras de monitoramento ligadas ao Centro de Controle Operacional (CCO). A PM diz, também por nota, estar sempre nas imediações da Gruta Nossa Senhora de Lourdes, das ruas Santa Catarina e Gaspar Ricardo e da Praça Washington, no entorno do túnel do VLT. Há ações conjuntas com órgãos como Prefeitura, GCM, Secretaria de Assistência Social e BR Mobilidade. A PM reforça que, em qualquer situação suspeita ou de perigo, deve-se telefonar para o Disque Denúncia (181) ou para a corporação, pelo 190, sem necessidade de se identificar.