[[legacy_image_337223]] O andamento das obras da segunda fase do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), espalhadas pela região central de Santos, tem levantado questionamentos de quem trabalha no comércio em vias como a Rua João Pessoa. No momento, segundo comerciários ouvidos por A Tribuna, há mais perguntas que respostas. Em comum, um desejo: que tudo termine o mais breve possível, para pôr fim aos transtornos já existentes - e aos que ainda virão. “Antes do início das obras, recebemos um comunicado. Depois, não falaram mais nada. Mas temos a promessa de que as coisas vão melhorar (com o VLT), porque vai ter mais público circulando no Centro”, argumenta o vendedor Willian Lopes, que trabalha em uma loja de roupas e acessórios. Para ele, um problema já sentido é no trânsito da Rua João Pessoa. “A obra vai passar em frente à loja. O comércio no Centro de Santos não é mais o mesmo, e existe a preocupação de que as obras afetem ainda mais essa situação. O pior é que não temos ideia de prazos”, afirma. A vendedora Daiana Martins, que trabalha em uma loja de roupas, revela uma queda recente de 20% nas vendas, em boa parte por causa das obras do VLT. “Ficou ruim para nosso cliente vir de carro até aqui, pois não pode estacionar do outro lado da João Pessoa (onde há um canteiro de obras da construtora Alya, que executa as obras). E também é ruim, porque os fornecedores não têm onde parar do lado da Praça Mauá”, revela. “Às vezes, a gente pede para os motoristas de táxi (que ocupam um ponto em frente à loja) para que os fornecedores possam parar aqui.” Porém, ela vive a expectativa de que o problema atual dê lugar à esperança de dias melhores. “Tem que trazer melhorias, porque, de transtornos, a gente está cheio.” ProgramaçãoDe acordo com a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), as obras do VLT no trecho da Rua João Pessoa entre a Rua Dr. Cochrane e a Avenida Conselheiro Nébias têm conclusão prevista para abril. Os trabalhos nos próximos trechos estão em alinhamento entre EMTU, Prefeitura de Santos e construtora. Os prazos serão definidos até o fim deste mês. “As próximas fases das obras do VLT incluem atividades de remanejamento de adutoras, rede de gás, calçadas, banco de dutos, via permanente na região dos cruzamentos da Avenida Francisco Glicério com a Rua Campos Melo e com a Avenida Conselheiro Nébias”, acrescenta a empresa, em nota. O projeto prevê, nas próximas etapas, a construção das estações Paquetá, Poupatempo e Bittencourt, duas estações elevatórias de esgotos (nas ruas dos Estivadores e Itororó) e o remanejamento de postes e o alteamento de redes elétricas, a serem feitos pela CPFL. GrupoNa terça-feira, ocorreu a primeira reunião de um grupo técnico formado por secretarias municipais, empresas permissionárias de serviços públicos e da construtora encarregada das obras para a segunda fase do VLT. Os objetivos são acompanhar regularmente os trabalhos e agilizar soluções para dificuldades nos serviços. Deve haver dois encontros semanais. Fazem parte dele a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), as secretarias municipais de Serviços Públicos, Infraestrutura e Edificações, Desenvolvimento Urbano e das Prefeituras Regionais e a Defesa Civil do Município. As concessionárias presentes são Vivo, Sabesp, CPFL e Comgás. O VLT, em sua segunda fase, tem o término das obras previsto pela EMTU para o próximo mês de julho. Serão 12 estações perto de locais de interesse público como o Mercado Municipal, o Poupatempo e o Terminal do Valongo, num trajeto de oito quilômetros. A linha ligará a estação Conselheiro Nébias ao Valongo. Uma conversaEm nota, a Prefeitura de Santos informa que “comerciantes da região central, especialmente das áreas próximas à Rua João Pessoa, já estão sendo contatados para participar de reunião específica à população, que ocorrerá na próxima semana, para esclarecimento sobre o andamento das obras. Além disso, todas as intervenções no trânsito e outros impactos (bloqueios, rotas alternativas, desligamento da rede elétrica etc.) são informados com antecedência. Diariamente, representantes da Prefeitura de Santos e da CET-Santos acompanham, em conjunto com a EMTU, as obras, e mantêm contato com comerciantes sobre o andamento dos serviços”.