[[legacy_image_244700]] Após a aquisição do prédio do antigo Colégio Marza, no Gonzaga, e do Centro Empresarial Strong, no Paquetá, a Prefeitura prepara uma nova compra para viabilizar reformas em unidades educacionais. Trata-se de um antigo varejista de material de construção na Avenida Nossa Senhora de Fátima, na Vila Haddad. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A novidade foi revelada pelo prefeito Rogério Santos (PSDB) durante visita à UME Florestan Fernandes, no Embaré, na manhã de ontem. “Estamos reformando escolas, como a Hilda Rabaça e a Oswaldo Justo, além da própria UME dos Andradas I e II, esta na Aparecida. Para isso, estamos adquirindo novas escolas. Porque, enquanto há reforma, precisamos levar essas crianças para outros locais. Essas escolas ficarão permanentemente com o Município, para que possa fazer essa ampliação.” O imóvel fica onde funcionava uma unidade do Center Castilho, e a ideia da Prefeitura é de que se torne um centro educacional. “Ali, vamos atender à população da Alemoa, Chico de Paula, Vila Haddad, Saboó e Santa Maria e, com isso, trazendo novas tecnologias também para essas crianças”, acrescenta o prefeito. Na edição desta segunda (6), A Tribuna noticiou que a Prefeitura contabilizou superávit de R\$ 215,8 milhões no ano passado. Uma boa parte desse dinheiro vai ser utilizada na Educação. “É uma pasta que tem um item muito importante, que é o ensino em tempo integral. Ele nos ajuda a recuperar aqueles conteúdos que não foram passados por conta da pandemia. Queremos ampliar o número de salas de aula e, com isso, ter período integral. Nossa meta é, até 2024, alcançar 75% das crianças”, complementa. Tecnologia A volta às aulas da garotada na rede municipal teve a chegada de aliados para a aprendizagem. São tablets e lousas digitais para alunos a partir dos 4 anos das 68 unidades de Educação Infantil (jardim e pré), Ensino Fundamental I e II (1º ao 9º ano) e Educação de Jovens e Adultos (EJA). Após licitação, 6.772 tablets foram locados pelo Município, cuja distribuição teve início pelas unidades de Ensino Fundamental II. Também foi feita a locação de 200 telas interativas móveis. Além disso, todas as unidades dispõem de internet sem fio (wi-fi). “A tecnologia está presente no dia a dia, e não dá para falar dessa geração sem ela. O que vem é uma aceleração muito grande desses recursos”, avalia o prefeito. Na aula acompanhada pela Reportagem, alunos inseriam conteúdos numa “nuvem de palavras”, observada numa lousa digital. “Não existe mais aula só com caderno e lousa. A tecnologia está a nosso favor e deve ser usada. Para eles, é uma novidade esse tipo de interação. Mesmo porque não são todos que possuem acesso em casa a equipamentos tecnológicos”, reforça a professora Alessandra Laragnoit Caine Leal. Aos poucos, Libras em sala de aula Uma ferramenta de inclusão efetiva. Assim pode ser descrito o ensino da Língua Brasileira de Sinais (Libras) na grade curricular da rede municipal de ensino. A iniciativa será destinada a cerca de 5 mil alunos dos primeiro e segundo anos do Ensino Fundamental I. A ação será adotada gradualmente nos demais anos letivos, e as aulas serão ministradas por professores concursados e especializados. Esses docentes tomaram posse nos cargos no mês passado e participaram de formação no Centro Darcy Ribeiro, na Vila Mathias. [[legacy_image_244701]] Inclusão “É algo que traz uma curiosidade para as crianças e que, como resultado, permite uma interação, uma inclusão real”, considera o prefeito de Santos, Rogério Santos (PSDB). O chefe do Executivo santista acrescenta que, “na rede municipal, temos 30 crianças com deficiência auditiva. Por isso, a importância desse trabalho é enorme. É algo que traz a preocupação da Cidade com a inclusão e a humanização do ensino”. Andamento O processo de instituição do ensino de Libras começou a ganhar forma em 2021, com a publicação de um decreto municipal destinado a regulamentar a lei municipal que prevê a inclusão no currículo das instituições públicas e provadas de ensino. O concurso público para o cargo de Professor Adjunto II - Libras foi realizado no ano passado. Além disso, a matriz curricular com o novo componente foi homologada pela Secretaria de Educação de Santos. “Quem possui a Educação como missão sabe da responsabilidade que possui e, sobretudo, da inspiração que é para os alunos”, reforça a secretária de Educação santista, Cristina Barletta.