[[legacy_image_134343]] A Prefeitura de Santos promete iniciar o plano de repovoamento do Centro a partir transformação do antigo prédio do Ambulatório de Especialidades (Ambesp) - na Rua Gonçalves Dias, 8, esquina com a Rua do Comércio - em 36 unidades habitacionais. Em estado de abandono, o edifício foi cedido ao Município, na segunda-feira (13), pela Secretaria do Patrimônio da União (SPU). Pelo acordo, a Prefeitura tem dois anos para começar as obras. O prédio tem sete andares e 1,8 mil metros quadrados. Já foi alvo de reportagens por conta da degradação em que se encontra há anos, com janelas quebradas, invadido e depredado por vândalos. Hoje serve de abrigo para pombos. A reforma, segundo a Prefeitura, será feita no modelo "retrofit" (técnica de revitalização de construções antigas), com dinheiro repassado pelo Governo do Estado por meio de convênio e previsão de licitação e início das obras em 2022. Questionada, a Administração Municipal não informou o valor a ser investido, data para início e fim das obras ou entrega das moradias. Disse que o orçamento está “em fase de desenvolvimento”e que “os prazos serão definidos após a conclusão do processo licitatório”. Sobre as famílias que vão morar no local, afirmou que “a região beneficiada está em fase de estudo”. “A Cohab (Santista), que cuida da política habitacional (no Município), agora vai dialogar com os movimentos de moradia para estabelecer um filtro e trazer as pessoas. É a modernização de um prédio já existente, vamos readequá-lo, então o custo será reduzido em relação a construir um prédio desde a fundação”, disse o secretário de Desenvolvimento Urbano de Santos, Glaucus Farinello, à TV Tribuna. Para o secretário, a iniciativa é um marco na revitalização da área. “Durante muitos anos, só balada e restaurante não deram a vitalidade que esperamos para a região. Se comparar com outros centros históricos do mundo, você verá que convivem restaurantes, atividade de rua, habitação, hotel, um centro vivo. É isso que queremos trazer”. Em nota, a Prefeitura diz que um grupo técnico está realizando a triagem de 56 imóveis da região Central para definir quais deles podem ser utilizados em projetos de moradias, por meio de parceria público-privada (PPP). Outro terrenoA SPU também formalizou cessão de um terreno de três mil metros quadrados, no Caminho São Jorge, na Caneleira, que será usado para a construção de 152 moradias. Será a primeira fase do programa habitacional Caneleira V. Questionada sobre prazos, valores e beneficiados pelo empreendimento, a Prefeitura que está em fase de elaboração de projeto. “Após a conclusão desta etapa, será iniciada a captação de recursos e estudada a região a ser beneficiada”.