[[legacy_image_334564]] Santos terá seu primeiro parque fluviomarinho, abrangendo rio e mar. Planejado para ser maior do que o Orquidário e o Jardim Botânico municipais, o chamado Parque dos Mangues, na Zona Noroeste, com 260 mil metros quadrados (m2), foi anunciado ontem pelo prefeito Rogério Santos (Republicanos). A inauguração deverá ocorrer até o final do ano, em uma área cedida pelo Governo Federal. O secretário municipal de Meio Ambiente, Marcos Libório, disse que o objetivo, com o futuro parque, é ocupar de forma correta o manguezal e criar espaços onde os moradores se sintam bem. O projeto do parque tem sete etapas. Duas estão prontas: a EcoFábrica, com oficinas de educação ambiental e reciclagem, e a Praça Verde José Novais, no Bairro Santa Maria, entregue ontem e que contém espaço de convivência com áreas de natureza, playground e academia ao ar livre. A terceira fase já está em andamento. É o Parque Trilha, uma área para ecoturismo, com visitas monitoradas e turismo de aventura. Outras partes serão o Bosque Santa Maria (com vegetação da Mata Atlântica e trechos alagados quando nível o Rio São Jorge aumenta) e no ConviVerde (um espaço para caminhada). Fora do perímetro do Parque dos Mangues, mas também como parte do projeto, estão as demais ideias: o EcoMangue (uma área para convivência, caminhada e ecoturismo na Avenida Nossa Senhora de Fátima) e a Prainha (com passeios de canoa e caiaque pelo Rio São Jorge, com ingresso pela Avenida Jornalista Armando Gomes, no Beira-Rio). HistóricoO presidente da Sociedade de Melhoramentos do Santa Maria, Alcides Fonseca, contou que a área do manguezal da Zona Noroeste foi usada como lixão, local para prostituição, tráfico de drogas e ocupação por mais de 50 anos. Nos anos 2000, o local, na Avenida Nossa Senhora de Fátima, foi comprado pela construtora Albatroz. “Na época, não existia uma preocupação com a preservação do mangue e do meio ambiente. Os moradores que pediam segurança e limpeza tiveram que lidar com um estacionamento de caminhões e derramamento de óleo.” Ainda segundo Fonseca, a Administração da época teria solicitado à empresa que retirasse o entulho e restaurasse o mangue, mas nada foi feito. Segundo o ouvidor municipal, Rivaldo Santos, quem lutou pela restauração do local foram os moradores do bairro. “Sem eles, nada disso teria acontecido.”