Neste ano, 33 construções foram vistoriadas. Encontraram-se criadouros em nove, segundo a Prefeitura (Alexsander Ferraz/AT) Para combater a proliferação do mosquito da dengue na construção civil, a Prefeitura de Santos, no litoral de São Paulo, fiscaliza obras da Cidade. Neste ano, 33 foram vistoriadas e em nove se encontraram focos com larvas do Aedes aegypti. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! No ano passado, foram encontrados 69 criadouros em 391 obras. Caso o responsável pela obra não os elimine após ser intimado, terá de pagar multa de R\$ 10 mil, que aumenta em caso de reincidência. No ano passado, uma construção foi autuada. Segundo a diretora de Vigilância em Saúde, Ana Paula Valeiras, a maioria dos focos é encontrada em latas de tinta, canaletas, instrumentos de trabalho, ralos e caixas d’água. Costumam ser localizados em áreas como garagens, piso térreo, poços de elevador, lajes e coberturas. Ela explica que a fiscalização começa sempre quando uma obra surge na Cidade. O local é classificado como ponto estratégico e, a cada 15 dias, um agente de combate a endemias responsável por uma região do Município faz vistorias no local até o final de sua construção. Nos trabalhos, oito agentes se dividem por áreas da Cidade: fiscalizam, aplicam larvicidas para eliminar os criadouros e orientam os trabalhadores. “Fazemos a orientação e a capacitação, explicando o que é dengue, o que é chikungunya, quais são os cuidados que se devem ter. Chamamos os trabalhadores da obra para ver o trabalho, como a gente faz. Como a obra demora muito tempo, vamos criando um vínculo entre o trabalhador da obra e o nosso agente”, diz Ana Paula. RESPONSABILIDADE Caso os possíveis criadouros, como água parada, sejam encontrados em áreas a que os agentes não tenham acesso para a eliminação, a responsabilidade fica a cargo da obra. “Na vistoria no poço do elevador, o responsável recebe notificação de que tem que fazer a vistoria e tirar aquela água encontrada. Eles têm cinco dias para resolver o problema. Caso a água não seja retirada, aplicamos uma multa. Da primeira vez, é de R\$ 10 mil. Depois R\$ 20 mil, R\$ 40 mil, e vai dobrando conforme se deixa de fazer”, detalha. A chefe de Vigilância em Saúde afirma que responsáveis por obras têm contribuído com a fiscalização, permitindo a entrada dos agentes. “Hoje, eles (trabalhadores) já sabem que a gente está lá e que não quer punir ou apontar o dedo. Queremos ajudar a fazer com que o trabalho seja saudável também para os trabalhadores e quem está nos arredores.”