Comprador diz que o prédio de Santos já era para ter sido entregue em junho, mas, mesmo depois dos 180 dias de atraso permitidos em contrato, a construtora ainda não deu retorno para os clientes (Arquivo pessoal) Compradores de apartamentos no empreendimento KZ Santos, prédio localizado no bairro Jabaquara, em Santos, no litoral de São Paulo, voltaram a relatar problemas relacionados ao atraso na entrega do condomínio. A situação já havia sido denunciada em janeiro, mas, segundo um dos proprietários, não houve avanço desde então. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! De acordo com o morador, que prefere não ser identificado, uma assembleia chegou a ser marcada no mês passado, mas acabou não sendo realizada sem qualquer aviso prévio aos compradores dos apartamentos. “Só ficamos sabendo que não ia ter assembleia porque ligamos na construtora”, afirma. Ainda segundo o cliente, o empreendimento segue sem a emissão do Habite-se, documento essencial para a regularização do imóvel e liberação para moradia. Sem isso, não há previsão oficial para a entrega das chaves. O comprador também relata que a evolução da obra permanece indefinida e sem atualizações claras por parte da construtora. “Até agora, não houve nenhuma atualização”, diz. Mesmo com o atraso, o cliente afirma que continua sendo cobrada a chamada taxa de obra, encargo que, segundo o contrato, deveria ter sido suspenso após o prazo de entrega. “Continuam cobrando da gente, sendo que pelo contrato já era para ter parado”, afirma. A situação, segundo o cliente, tem gerado insatisfação entre os compradores, principalmente pela falta de transparência e de comunicação por parte da empresa responsável. Histórico Em janeiro, A Tribuna mostrou que o empreendimento deveria ter sido entregue em junho de 2025, com prazo de carência de 180 dias, encerrado em dezembro do mesmo ano. Na época, compradores já relatavam ausência de vistoria, falta de previsão concreta para entrega e cobrança contínua da taxa de obra, mesmo após o fim do prazo contratual. Também havia queixas sobre a divergência entre o percentual de evolução da obra informado pela incorporadora, próximo de 99%, e a situação real do prédio, ainda com pendências estruturais. Posicionamento A incorporadora Kazzas, responsável pelo empreendimento, foi novamente procurada por A Tribuna para comentar as novas reclamações, mas não respondeu até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto para posicionamento.