[[legacy_image_319137]] Elas ocupam espaços generosos nas feiras livres de Santos — e nas mesas dos clientes. As frutas estão na ordem do dia de quem procura alimentos saudáveis. Com a proximidade do final do ano, algumas viraram queridinhas, como pêssego, manga e melão. Se as frutas são doces, na opinião de quem compra, o preço não é. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! “Os preços estão altos, mas são os mesmos das últimas semanas. Já vem caro de algum tempo”, afirma a secretária Carla Andréa Barbosa, de 52 anos. Ela escolhia as frutas na feira da Rua Cunha Moreira, na Encruzilhada, na última quarta-feira. A avaliação da cliente foi logo contestada por Joel Felix, feirante com 20 anos trabalhando no ramo. “Todos os produtos estão mais caros: arroz, feijão, carne... E isso começou a partir da pandemia. Não são as frutas, mas tudo aumentou de preço”, pondera. Para ele, as frutas com mais saída são pêssego e ameixa (R\$ 19,90 o quilo), cereja, mamão (R\$ 5,99 o quilo) e melão (R\$ 11,99 o quilo). Perto dali, em outra barraca, a aposentada Neide Santana dos Reis, de 72 anos, experimentava uma ameixa antes de fechar a compra. A fruta é uma das mais desejadas do período natalino. “Está com preço bom. Sempre compro. Mas as coisas estão caras. Chega dezembro e aumenta tudo, por causa do Natal. A gente não pode ficar sem, né?”, argumenta. Questão de preferência Enquanto isso, a enfermeira Kátia Aquino, de 50 anos, acrescentava um melão e maçãs Fuji ao seu carrinho. Para ela, a feira livre não vai perder espaço para os sacolões e outros estabelecimentos do gênero por causa de um fator especial: confiança mútua entre vendedor e cliente. “Não tem coisa melhor que frutas da feira. É bom porque a gente acaba fazendo vínculo com as barracas, por comprar sempre no mesmo lugar. Melhor comprar uma cosia com qualidade do que outra que você vai se arrepender. Para quem faz dieta e só pode comer fruta e gelatina, por conta de dieta alimentar, o jeito é comprar”, explica.