[[legacy_image_241612]] Poucos ambientes são tão democráticos quanto a praia. Afinal, nela há todos os tipos de cor, raça, sexo, gênero, religião, e pouco importa para qual time os seus frequentadores torcem. Praia também não tem classe social, até por ser gratuita. Basta chegar e aproveitar. E cada um a curte bem à sua maneira. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Esse cenário que serve para relaxar é o mesmo que abriga campos de futebol, quadras de vôlei e futevôlei. A mesma areia de onde se contempla o pôr do sol é a que recebe jogos de frescobol, slackline e por onde se caminha ou pratica uma corrida ou treinamento funcional. O sol não tem presença obrigatória, mas, quando aparece, garante a beleza da paisagem. A praia ainda tem espaço para a prática do tamboréu. E esse é um esporte genuinamente santista. Realmente, as praias não são todas iguais, ou melhor, a praia de Santos é diferente de qualquer outra. Porque é somente nesta cidade que, antes de chegar à faixa de areia que antecede a imensidão do mar, é preciso atravessar um trecho do maior jardim praiano do mundo. No total, são 5.335 metros de comprimento por 50 metros de largura. Ele abriga mais de 200 espécies de plantas como lírios, dracenas, pingos de ouro, chapéus-de-sol e íris. O monumento horizontal é fruto de mais uma brilhante ideia do engenheiro Saturnino de Brito (responsável pelo projeto dos canais santistas). Santos possui seis praias em uma. Geograficamente, são sete quilômetros de faixa de areia, mas cada trecho recebe o nome do bairro: José Menino, Gonzaga, Boqueirão, Embaré, Aparecida e Ponta da Praia. Há quem desfrute dos mesmos locais (sobretudo pelas barracas), mas muita gente circula por vários pontos, caminhando à beira-mar. Orla com muito verdeNos jardins é possível caminhar pelas calçadas, levar seu pet, pedalar na ciclovia ou, simplesmente, sentar em um dos bancos e deixar o tempo passar. Fica fácil entender por que o nome da Cidade remete às praias quase de forma imediata. Para uma considerável parte dos moradores de Santos, trata-se de uma área de lazer próxima e gratuita. A auxiliar administrativa Alessandra Serrão, por exemplo, consegue relaxar no exato instante em que pisa na orla. “Para mim, estar perto do mar e da natureza já é um alívio”. A administradora hospitalar Áurea Souza gosta de aproveitar o calçadão, principalmente quando consegue desenvolver um bom ritmo na sua caminhada. “Quando tem bastante gente, fica mais difícil, porque falta espaço. Mas é muito bom caminhar no calçadão da orla de Santos”. Enquanto isso, o motorista Alex Ferreira costuma pegar a estrada para vir a Santos. Para chegar à praia da Cidade, ele precisa percorrer quase 660 km, pois mora em Ouro Branco, em Minas Gerais. E aproveita ao máximo, já que vem visitar os três irmãos que moram no Município. Detalhe: jamais deixa de passar bons momentos em seu lugar preferido de Santos. “Gosto mesmo da praia. É um lugar tranquilo, onde dá para trazer a família e relaxar”.