Estas são imagens de ações de limpeza anteriores e mostram que, há anos, se tenta recolher sujeira e explicar os problemas à natureza e ao homem que se criam com a presença do chamado microlixo (Alexsander Ferraz/AT e Rogério Soares/AT/Arquivo) Mais do que retirar resíduos da areia, uma iniciativa que percorre o Litoral brasileiro tem apostado na educação ambiental como ferramenta para mudar a relação da população com o lixo. Recém-chegado a Santos, o projeto Viver de Verão busca consolidar uma cultura de descarte consciente, ainda considerada frágil na Cidade. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A iniciativa atua em diferentes regiões do País promovendo ações que combinam coleta de resíduos com atividades educativas. No entanto, antes da limpeza, os participantes passam por uma introdução sobre microlixo, reciclagem e os impactos da poluição no meio ambiente e na saúde. Uma das organizadoras do projeto, Mayara Neves, de 29 anos, conta que, durante as atividades, itens retirados da praia são utilizados como ferramenta de sensibilização. Embalagens antigas — descartadas há mais de 40 anos — e resíduos de difícil decomposição ajudam a ilustrar, na prática, o tempo que o lixo permanece na natureza e as consequências desse acúmulo. A proposta também chama atenção para o microplástico, presente no cotidiano de forma quase imperceptível. “Todo o lixo descartado de forma incorreta pode virar um microplástico. E isso volta para a nossa saúde de alguma forma”, ressalta Mayara. Separação e destinação Após a coleta, os voluntários participam da separação dos resíduos, aprendendo sobre destinação correta e reciclagem. A dinâmica, segundo a organização, busca transformar a experiência em algo concreto e duradouro. Em Santos, a iniciativa ainda é recente. A primeira ação foi realizada em 21 de março, no Sirio Beach Club, em parceria com o Projeto Siri. “A tendência é aumentar, pelo menos, mês sim e mês não, para que a gente consiga trazer isso aqui para a Cidade, porque não é cultural. Santos tem muita dificuldade no descarte correto do lixo, principalmente nos canais e nas praias”, considera a organizadora.