A corredora e apresentadora Valéria Mello Suzuki destacou, nas redes sociais, as dificuldades enfrentadas pelos praticantes de corrida na orla da praia de Santos; vídeo repercutiu (Reprodução / Redes sociais) Calçadas esburacadas, raízes, falta de espaço e a disputa com veículos estão entre os principais desafios enfrentados por corredores em Santos, no litoral de São Paulo, na hora de praticar o esporte. O tema ganhou repercussão após uma corredora compartilhar nas redes sociais as dificuldades vividas no dia a dia. A publicação mobilizou outros praticantes de corrida, que passaram a defender uma proposta em comum: o fechamento da via da orla, ao menos aos domingos, para garantir mais segurança e espaço à prática da modalidade. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! No entanto, a Prefeitura Municipal de Santos informou que mantém áreas oficiais para a prática esportiva em parceria entre a Secretaria de Esportes (Semes) e a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Os espaços funcionam na orla da cidade da Baixada Santista, com interdição ao tráfego de veículos às terças, quartas e quintas-feiras, exceto nos feriados, das 4h às 6h. Dificuldade para praticar corrida A apresentadora do canal Tênis Certo, Valéria Mello Suzuki, costuma compartilhar nas redes sociais conteúdos sobre corrida, tênis e o cotidiano. Em um vídeo publicado no domingo (3), ela afirmou que “corredores não têm onde correr em Santos”, levantando o debate sobre a falta de espaços adequados para a prática esportiva na cidade da Baixada Santista, no litoral de São Paulo. Valéria disse para A Tribuna que, no dia da gravação, chovia e a maré estava alta, o que impossibilitava a corrida na faixa de areia. A apresentadora realizava um treino de 16 quilômetros quando percebeu uma jovem correndo pela rua, situação que considerou perigosa. Ao se aproximar para conversar, Valéria ouviu da corredora um relato que, segundo ela, representa a realidade de muitos praticantes do esporte na cidade. “Não dá para correr na calçada, na chuva, que escorrega. Há muito buraco, muitas raízes, pedras e é escorregadiço, então eu vou para a rua”, relatou. A jovem também disse já ter passado por situações de risco ao tentar utilizar a ciclofaixa para correr em dias de chuva (vale lembrar que isso é proibido). Durante um treino realizado às 6h, um ciclista chegou a jogar a bicicleta em sua direção após perceber sua presença no local, conforme conta Valéria. Problemas nas calçadas Já nas calçadas, a apresentadora destaca problemas como buracos, raízes (que levantam o chão) e trechos escorregadios. Mesmo quando não está chovendo, o grande fluxo de pessoas também dificulta a prática da corrida, assim como o risco de esbarrões e acidentes. “O número de corredores cresceu, mas não se criou espaços para corredores. O vídeo que eu fiz foi só para esse alerta. Olha como é aqui para nós”. O que diz a Prefeitura? A Administração Municipal de Santos informou que mantém áreas oficiais para a prática esportiva organizadas em parceria entre a Secretaria de Esportes (Semes) e a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), com funcionamento exclusivo na orla e interdição ao tráfego de veículos às terças, quartas e quintas-feiras (exceto feriados), das 4h às 6h. “A Área de Treinamento de Pedestrianismo (ATP) é implantada na Avenida Bartolomeu de Gusmão, entre a Praça Santo Antônio do Embaré e a Rua Alexandre Martins. Já a Área de Treinamento de Ciclismo (ATC) funciona em trechos das avenidas Bartolomeu de Gusmão, Samuel Augusto Leão de Moura e Rei Pelé, entre a Rua Alexandre Martins e a Rua Capitão João Salermo, com acompanhamento de agentes da CET para garantir a segurança viária”, complementou. Paralelamente, a Prefeitura esclareceu que estuda alternativas para conciliar os diferentes usos da praia, um dos espaços considerados mais democráticos da cidade, atendendo também às demandas dos praticantes da corrida. No entanto, por conta do tombamento do jardim da orla, trata-se de uma implantação complexa. "Durante audiência pública realizada pela Câmara de Santos, em abril, foram apresentadas três propostas preliminares para a criação de uma faixa destinada à prática esportiva. Na ocasião, outras sugestões também foram debatidas e, agora, a equipe de arquitetos da Prefeitura trabalha em adequações que serão apresentadas em uma segunda rodada de discussões”. Ao longo desse processo, a Administração Municipal também reforçou que foram apontadas questões como acessibilidade, uniformidade do piso, identificação de obstáculos e outros aspectos que precisam ser aprimorados. “Após a validação das propostas, serão realizadas as consultas formais aos órgãos de preservação do patrimônio”.