[[legacy_image_118833]] Uma grande estante de livros a céu aberto na Praça Mauá, em Santos, neste sábado (30), recebia doações e também era a fonte para quem buscava embarcar numa boa história. A intenção é só olhar e pegar. Após a leitura, passar para a frente. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A ideia é conhecida e faz parte do Leia Santos, projeto que comemorou os 15 anos com um festival no Centro de Santos. A festa continua neste domingo (31), a partir das 11 horas, até o final do dia. A atendente de concessionária Rita Andrade, de 55 anos, foi surpreendida. Já tinha visto alguns pontos de coleta e retirada do projeto, mas não o conhecia a fundo. “Estou achando maravilhoso, é uma oportunidade de buscar algo para embarcar na leitura”, conta ela. Fã dos livros de papel, Rita levou também o filho, Marcelo Andrade, de 13 anos. Na casa dela, a leitura é frequente. “Todos nós lemos bastante. Acredito que a formação não é só com diplomas, mas também com muita leitura”, conta ela. O filho aproveitou e pegou um livro em inglês, para exercitar a língua estrangeira. “Gosta de diversos tipos, mas hoje escolhi um que fosse uma história e também pudesse treinar o inglês”, contou ele. [[legacy_image_118834]] LocaisPara quem quisesse, também havia oportunidade de comprar um livro com preço bacana. No festival há oportunidades a partir de R\$ 10, em vários stands. Aliás, há uma barraca somente para escritores da nossa região. Um deles é o jovem Marcos Martinz, de 20 anos. O escritor aproveitou o espaço para apresentar dois de seus livros: Até que a Morte nos Ampare e Mortinha da Silvia. No primeiro, Marcos é um humano que, todas as noites, é levado a um passeio com a Dona Morte e um dia conhece Rosa, uma moça de 17 anos que morreu no dia do seu casamento. De forma leve, ele trata assuntos como depressão. “Eu escrevi porque eu passei por isso, foi um modo de colocar para fora. Hoje, eu trabalho ele em escolas, sou chamado”, diz o rapaz. A publicação figurou no topo de vendas de um dos maiores sites de vendas do País e, com ele, Marcos também foi à Bienal, em São Paulo. Para promover o livro, sua amiga de infância e ilustradora do segundo livro do autor, Isabella Pedrão, foi vestida com a noiva, Rosa, que ‘saiu’ das páginas do livro. No mesmo local, o historiador e educador Odair José Pereira apresentava Não Somos Bandidos: A história da escola de samba X-9 (1944-1954). Resultado de um trabalho de conclusão de curso em História, a publicação mostra a tradicional escola de samba santista, sua importância e também as curiosidades por trás do carnaval santista. “Mostro também como o samba se transformou em cultura popular nacional, falo dos cronistas de carnaval, que eram jornalistas que usavam pseudônimos para falar do assunto”, diz. Para ambos autores, eventos como esse reforçam a literatura e a importância da leitura. FuturoPor conta do sucesso, a ideia é que o ano que vem o evento possa se repetir, segundo o secretário de Cultura de Santos, Rafael Leal. Ontem, foram mais de 100 atrações na Praça Mauá. Em 15 anos, o Leia Santos participou de 523 eventos, doando um total de 49.333 livros e 31.764 gibis. Segundo dados da coordenação do projeto, de 2016 para cá a média anual de livros recebidos da população é de 15.500 publicações.